A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) deu mais um passo importante na ampliação da rede de esgotamento sanitário de Divinópolis. A fossa séptica que atendia o bairro Walchir Resende, na região Sudeste da cidade, foi oficialmente desativada. Agora, todo o esgoto gerado pelos moradores está sendo coletado e encaminhado para tratamento adequado na Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) do Rio Itapecerica.
A medida faz parte do conjunto de obras que integram o plano de modernização do sistema de esgoto do município, com investimentos que totalizam R$ 300 milhões. A previsão é que as intervenções estejam concluídas até o segundo semestre de 2026, beneficiando diretamente milhares de moradores em diversas regiões da cidade.
No bairro Walchir Resende, foram construídos 780 metros de novas redes coletoras interligadas ao interceptor Bagaço, o que permitiu o desligamento definitivo da fossa séptica, antes motivo de inúmeras reclamações de moradores devido ao mau cheiro e à proliferação de pragas.
Morador da região, o servidor público Otávio Cardoso relata o impacto positivo da obra. “Era um problema constante. Não podíamos receber visitas por causa do odor. A fossa incomodava demais. Essa mudança trouxe um ganho imenso em qualidade de vida. Agora podemos receber familiares e amigos com tranquilidade. Sem contar a melhora na saúde: reduziu o aparecimento de escorpiões e outras pragas urbanas”, afirma.
O professor Orlando Gouveia, que vive no bairro há 27 anos, também celebra a melhoria. “Essas intervenções vêm trazendo saneamento básico e saúde para os moradores da região. A Copasa está de parabéns pelo benefício que trouxe à nossa comunidade”, destacou.
Além das obras no Walchir Resende, estão sendo instalados mais de 122 mil metros de redes coletoras e interceptores em vários bairros da cidade. Essas redes conduzirão os efluentes até a ETE Rio Itapecerica, evitando o lançamento de esgoto in natura nos córregos e no próprio rio que corta Divinópolis.
Segundo especialistas, os benefícios do tratamento de esgoto vão muito além da preservação ambiental. A prática contribui para a erradicação de doenças de veiculação hídrica, o controle de vetores transmissores, e a valorização imobiliária nas regiões atendidas. Além disso, melhora o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do município e contribui para o crescimento socioeconômico sustentável.
Outro ganho para o município é o acesso ao ICMS Ecológico, mecanismo de incentivo financeiro que recompensa cidades com boas práticas ambientais. A ampliação do sistema de esgotamento também incrementa a arrecadação municipal com a cobrança de ISS sobre os serviços prestados pelas empresas contratadas para executar as obras.















