Nesta terça-feira (16), o Consórcio Intermunicipal de Saúde da Região Ampliada Oeste Para Gerenciamento dos Serviços de Urgência e Emergência (Cis-Urg Oeste) assumiu a gestão da UPA Padre Roberto, em Divinópolis.
A troca de gestão ocorreu após dois meses de transição com a antiga gestora, o Instituto Brasileiro de Políticas Públicas (Ibrapp), intermediada com a Prefeitura. A rescisão do contrato foi de forma amigável.
Em abril e maio deste ano, houve uma crise na saúde do município em relação ao atendimento e a superlotação, principalmente nos leitos infantis. Por conta disso, várias crianças foram transferidas para outras cidades e leitos SUS no Complexo São João de Deus foram abertos para atender a demanda.
CIS-URG espera que UPA Divinópolis seja referência em atendimento
O presidente do CIS-URG e prefeito de Itaguara, Geraldo Donizete de Lima, espera que a UPA Padre Roberto seja referência de atendimento não somente em Divinópolis, mas também no estado e no Brasil.
“O nosso consórcio representou todas as unidades do SAMU no país na entrega das ambulâncias do Governo Federal foi o nosso. Então, que a primeira UPA que assumimos seja referência a nível nacional e que outras venham para fazer o atendimento de melhor qualidade pelo SUS para estas pessoas que necessitam”, disse.
O secretário-executivo do CIS-URG, José Marcio Zanardi, comentou que está preparando um processo de seleção de pessoas. Além disso, a principal palavra que definirá a atual gestão será a humanização.
“Nesse primeiro momento, temos contratos emergenciais. Neste momento, preparamos um processo de seleção com os melhores técnicos, que inclusive podem ser os que estão aqui, além dos selecionados. A palavra de ordem que imprimimos na UPA será a humanização. Respeito aos funcionários, respeito ao cidadão com a melhor técnica possível no cuidado do cidadão, bem como a solidariedade. Esse foi um pedido do presidente do CIS-URG e também da Prefeitura”, destacou.
A secretária municipal de saúde, Sheila Salvino, comenta sobre as diferenças em relação ao IBRAPP, antiga gestora, além dos problemas relacionados à UPA, como a transferência e o atendimento que poderia ser feito na atenção primária.
“A partir de agora, confiamos que o CIS-URG tenha foco na capacitação e humanização com os colaboradores. Haviam relatos de relação conflituosa entre colaborador e empresa gestora. Já em relação ao atendimento, a responsabilidade de atenção primária é nossa. Já na regulação dos leitos, é um problema mais complexo e que precisa da participação do Governo de Minas. Os municípios sempre estão em movimento para ampliar essa oferta de leitos”, concluiu.
Confira as entrevistas:
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