Foi concluída nesta semana a exumação e a análise dos restos mortais de Thallya Beatriz da Silva Pinto Satiro, menina de 4 anos que morreu em abril de 2024, após ser atendida duas vezes na UPA de Divinópolis com dores na perna e inchaço no olho. A medida foi autorizada pela Justiça após pedido da família para esclarecer as causas da morte. A causa do óbito na declaração foi de crise convulsiva, mas os pais duvidam.
A ação, conduzida como processo cautelar de antecipação de prova, foi aceita pelo juiz Marlúcio Teixeira de Carvalho, da Vara da Fazenda Pública e Autarquias da Comarca de Divinópolis. A exumação foi realizada e os exames periciais foram feitos no Instituto da Polícia Civil, em Belo Horizonte.
Segundo o advogado da família, Eduardo Augusto, o laudo pericial já foi finalizado e agora aguarda ser anexado ao processo. A defesa acredita que Thallya pode ter morrido por complicações de dengue, e aponta possível negligência por parte da UPA no atendimento à criança. A menina foi sepultada no cemitério Parque Espírito Santo, em Divinópolis.
Caso o laudo comprove erro ou omissão por parte dos profissionais de saúde, a família poderá entrar com ação indenizatória contra o município. As próximas etapas do processo dependem agora da juntada oficial do laudo ao processo.















