A 62ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) acontece entre os dias 15 e 24 de abril de 2026, no Santuário Nacional de Aparecida, em Aparecida, reunindo o episcopado brasileiro para debates e decisões sobre temas relevantes para a Igreja Católica no país. Entre os assuntos de destaque da programação deste ano está a Liturgia, tema que já conta com um documento preparado e apresentado aos participantes.
A assembleia conta com a presença de importantes nomes ligados à Diocese de Divinópolis e à região Centro-Oeste de Minas. Participam do encontro Dom Geovane Luís, atual bispo da Diocese de Divinópolis; Dom Tarcísio Nascentes, ex-bispo de Divinópolis; Dom José Carlos, arcebispo de Montes Claros, nascido em Itaúna e com passagem pelo episcopado em Divinópolis; Dom Gil Antônio Moreira, natural de Itapecerica e arcebispo emérito da Arquidiocese de Juiz de Fora; Dom Francisco Cotta de Oliveira, bispo de Sete Lagoas; e Dom Moacir Silva Arantes, bispo de Barreiras, na Bahia, também filhos da Diocese de Divinópolis.
Na manhã da última segunda-feira, 20 de abril, a Comissão Episcopal para a Liturgia da CNBB apresentou às comunidades do Brasil o texto “Assuntos de Liturgia”, durante seu informe oficial na assembleia.
O material propõe uma reflexão sobre a relação entre o ato ritual e a comunidade celebrante, além de abordar o vínculo essencial entre liturgia e eclesiologia, reforçando a importância da celebração comunitária na vivência da fé cristã.
Segundo o documento, a reflexão considera o atual cenário em que existe um “personalismo identitário” nas liturgias das comunidades. De acordo com o texto, embora muitas comunidades busquem consolidar a identidade eclesial da Igreja particular em comunhão com a Igreja no Brasil, elas também enfrentam critérios identitários considerados estranhos a esse projeto, difundidos por pessoas e grupos que atuam como formadores de opinião e acabam interferindo na forma celebrativa das assembleias.
O documento está estruturado em três pontos principais: a dimensão eclesial e comunitária de toda celebração do Mistério Pascal; a interdependência das quatro constituições conciliares no anúncio, na experiência e no testemunho do Mistério de Cristo; e o percurso iniciático ao mistério da fé, especialmente na fase introdutória marcada pelos sacramentos da iniciação à vida cristã: Batismo, Confirmação e Eucaristia.
A Assembleia Geral da CNBB segue até o dia 24 de abril com debates, votações e encaminhamentos pastorais que devem impactar diretamente a atuação da Igreja Católica em todo o Brasil.
















