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ALMG discute proposta para limitar cachês de artistas e equilibrar custos de eventos em Minas Gerais

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O produtor de grandes eventos no estado de Minas Gerais, João Wellington, participou de uma audiência pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), para discutir a criação de um projeto de lei que pretende limitar os valores cobrados por artistas em eventos no estado.

Em vídeo gravado exclusivo ao Portal MPA, ele ressaltou que os altos cachês têm impactado diretamente toda a cadeia de eventos, tornando festas populares cada vez mais caras e, em muitos casos, inviáveis para prefeituras, sindicatos rurais, organizadores e o próprio público. “Quando o show é muito caro, o ingresso fica caro, as comidas e bebidas nas barracas ficam caras. Nós queremos um projeto de lei que venha normatizar os valores de artistas”, disse.

A proposta também prevê a valorização de artistas locais, com a obrigatoriedade de espaços como “palco 2” ou apresentações de abertura e encerramento destinadas a talentos da região. A ideia, segundo João Wellington, é incentivar novos artistas e equilibrar o mercado. “Nós queremos que toda cidade tenha que colocar o palco 2, ou dá a oportunidade de abertura ou encerramento para os artistas locais, assim nós estaremos cada dia mais incentivando os pequenos artistas a crescerem”, detalhou.

O produtor ainda ressaltou que o projeto está em fase de construção e será debatido em novas audiências públicas para ajustes e aperfeiçoamentos. Ele também fez um apelo à participação popular no processo. “Eu convido a população que participe junto conosco, porque as festas de rodeios, festas de exposições e agropecuárias, são festas populares, onde o pai vai com o filho, vai toda a família e o que está acontecendo é que está tão caro, que as famílias estão deixando de ir aos eventos, porque a criança chora querendo algodão doce, cocada, refrigerante, churrasquinho, pastel, e é tudo caro. Ninguém aguenta, sem contar com os ingressos com preços elevados. O ingresso de uma festa teria que ser no máximo R$50 reais. Temos que limitar esses valores exorbitantes dos artistas que estão acabando com tudo, pois está ficando bom só para o artista e principalmente para o de grande porte, porque os pequenos estão sofrendo”, completou.

João Wellington defende que a medida pode contribuir para manter os eventos ativos, fortalecer a economia local e garantir geração de emprego e renda, beneficiando tanto grandes quanto pequenos envolvidos no setor. “Nós queremos equilibrar essa situação, onde seja bom para todos, porque as festas, as exposições, rodeios, geram muito emprego e nós precisamos disso geração de emprego, geração de renda, geração de impostos, para que o Brasil possa caminhar”, finalizou.

Vale ressaltar que esse debate está sendo feito em vários âmbitos. Em uma postagem de um vídeo da Itatiaia, a repórter Edilene Lopes, comenta sobre a informação de que um deputado propõe limite de R$600 mil para shows contratados por Prefeituras em Minas Gerais.

Posicionamento Edilene Lopes:

“Essa é uma iniciativa importante porque é uma estadualização da doutrinação do uso de emendas parlamentares, que começou por exemplo, em Brasília, com iniciativa do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal. Todo tempo, todo mundo fala mal do STF, o STF tem dado motivos para que a população se revolte, mas essa é uma iniciativa importante de regulação do uso do dinheiro público, então eu acho que essa é uma iniciativa que leva para ponta essa doutrinação, essa fiscalização do uso de dinheiro público em estabelecimento de regras, e eu acho que de fato ela importa. A gente viu que as emendas do orçamento secreto muitas delas eram destinadas para a farra dos shows, para onde o dinheiro que ninguém falava que estava recebendo e que estava acontecendo, ia para contratação de shows milionários. E para ninguém falar que estou negativa, eu vou mostrar um lado otimista, é uma oportunidade para os artistas, façam sua contribuição social, abaixe o preço do show, quando for um show publico aberto para a população que não tem condição de pagar. Outra coisa que pode ser feita é os prefeitos começarem a contratar os artistas regionais, que isso importa. Porque quando o dinheiro é público a gente que está pagando o show. E ainda tem os patrocinadores, usa parte do patrocínio para pagar o show, porque aí o cachê não sai do cofre público”, concluiu.

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