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Aguapés tomam conta do Rio Itapecerica. Onde está o papa-aguapé?

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O baixo nível de água do Rio Itapecerica em Divinópolis tem favorecido a proliferação de plantas aquáticas, especialmente os aguapés. Segundo Rodrigo Assis, engenheiro da Semsur, o fenômeno se intensifica devido à redução do volume de água, que transforma o leito do rio em uma espécie de represa. “A água não escoa e, quanto mais parada fica, mais se prolifera essa planta”, explica. A equipe da Semsur está empenhada em manejar essas plantas, com expectativas de que a situação melhore com o início das chuvas, previsto para outubro.

Em 2014, a situação foi crítica, com os aguapés cobrindo todo o leito do rio na área urbana, levando à contratação de uma balsa equipada com uma máquina específica para a retirada da planta, processo que durou semanas. Ambientalistas relataram uma significativa mortandade de peixes, resultado da falta de oxigênio na água, exacerbada pela poluição e pela cobertura dos aguapés, que bloqueava a luz solar.

O projeto do Papa-aguapé, uma máquina destinada à remoção das plantas, teve um início promissor em 2014, mas problemas técnicos impediram seu funcionamento adequado, levando à sua retirada para reparos. Desde então, o manejo manual, aliado à ação das chuvas, tem sido a principal estratégia para controlar a proliferação indesejada.