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Denúncia: UPA de Divinópolis esta há três dias sem kit intubação e estão usando medicamentos alternativos

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Falta de medicamentos

Nesta terça (08) , a Comissão de Saúde da Câmara afirmou que informou que faltam medicações para o tratamento de pacientes intubados. A denúncia partiu de funcionários da UPA e foi oficializada pela Comissão de Saúde, que tem o vereador Zé Brás (PV) como presidente. Ele disse que que alguns medicamentos que são usados para intubação e sedação estão com estoque zerado. 

Sem o kit intubação, as equipes estão usando medicamentos alternativos, porém que podem colocar em risco os pacientes. Procedex, Prometazina, Haloperidol e Clonazepam são os remédios alternativos. Esses medicamentos, segundo o relatório da comissão, são, respectivamente, ansiolítico/sedativo/analgésico, anti-histamínico, neuroléptico e benzodiazepina.

Questionados por Lohanna França, os representantes disseram que, devido a alta demanda, falta medicamentos no mercado. A compra destes medicamentos foi concentrado  pelo governo federal o que impede a compra direto dos fabricantes e distribuidores , ficando a UPA dependendo dos repasses destes medicamentos pelo SUS.

Irregularidades no sistema de ar comprimido da UPA Divinópolis

A Vigilância Sanitária fiscalizou o Hospital de Campanha da UPA de Divinópolis, na noite desta quarta-feira, 09, e constatou irregularidades no sistema de ar comprimido da unidade. Por isso, o CTI adulto está proibido de aceitar novos pacientes.

Foi lavrada uma intimação para que a situação seja regularizada no prazo de 12 horas. Alguns desses equipamentos foram interditados. Pela determinação, os pacientes que se encontram internados devem ser reavaliados pela equipe médica e de fisioterapia, e deverá ser emitido um relatório demonstrando as condições clínicas dos pacientes e, se necessário, solicitar as transferências.

Por volta das 22h, o prefeito Gleidson Azevedo (PSC) e a vereadora Lohanna França, da Comissão de Saúde, foram até a UPA e cobrir esclarecimentos. 

Prefeito Gleidson Azevedo (PSC) e a gerente da Vigilância Sanitária Érika Camargo. Foto: Reprodução

O prefeito Gleidson Azevedo (PSC), junto com a vereadora Lohanna França (CDN) e a gerente da Vigilância Sanitária Érika Camargo Ferreira, conversou com três representantes da UPA de Divinópolis nesta quarta-feira, 09, depois que a Vigilância Sanitária impediu o Hospital de Campanha de receber novos pacientes, em função de problemas no sistema de gases. A conversa foi transmitida em live pelo prefeito.

Os membros do corpo técnico da unidade, explicaram que os problemas foram causados por excesso de pacientes, que ocasionou um alto consumo de gases medicinais, dificultando a mistura de ar comprimido com oxigênio. Com isso, ocorre oferta contínua de 100% de O2, o que é nocivo ao paciente, pois pode causar lesões pulmonares. Nesta quarta, 26 pessoas estão internadas no local.

Sobre o prazo de 12 horas dado pela vigilância, foi explicado que ele se refere ao cuidado com os pacientes que estão internados. A solução imediata, segundo a UPA, é a transferência deles, o que já está sendo trabalhado. 

Além disso, os representantes afirmaram que quatro novas bombas de efusão, chegarão no próximo sábado, 12. No entanto, o prazo dado pela Vigilância acaba nesta quinta, 10, e não vai ser cumprido. Uma nova vistoria será realizada pela Comissão de Saúde na data prometida. Essa bomba regula os medicamentos no corpo de um paciente em quantidades controladas. Um dos representantes chegou a sugerir gotejamentos, até a solução definitiva.

Lohanna França também cobrou um relatório informando a capacidade real de atendimento do hospital.

Nesta quinta-feira, 10, às 9h30, haverá uma reunião da prefeitura com o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Social (IBDS), que administra a UPA Padre Roberto, para tratar sobre os temas.