Com o objetivo de mitigar os gargalos logísticos e estruturais que afetam a competitividade local, o vice-presidente da FIEMG Regional Centro-Oeste, Eduardo Soares, ao lado do empresário divinopolitano João Teixeira, reuniu-se nesta quinta-feira, 8 de outubro, com o presidente da Cemig, Reynaldo Passanezi.
A pauta central do encontro foi a urgência de novos investimentos no fornecimento de energia elétrica para o Centro Industrial de Divinópolis. Portanto a região econômica estratégica vem sofrendo com quedas repentinas de energia. Segundo lideranças do setor produtivo, a instabilidade na rede elétrica interrompe maquinários e linhas de montagem. Assim esse problema prejudica gravemente a produtividade e gera prejuízos financeiros para diversas empresas instaladas no complexo.
Cobranças e investimentos
Durante a reunião, Eduardo Soares reforçou que o fortalecimento da infraestrutura energética é indispensável para garantir a sustentabilidade dos negócios. A medida também garante atração de novos aportes privados. Eduardo citou o recente projeto do complexo logístico no Complexo da Ferradura, avaliado em cerca de R$ 250 milhões.
Em resposta às demandas, a presidência da Cemig destacou as ações que já vêm sendo executadas na região para modernizar o sistema de distribuição. Assim entre os principais anúncios recentes da companhia para o município, destacam-se:
- Inauguração da Subestação Divinópolis 3 (SE-3): Com um aporte superior a R$ 80 milhões (com a estrutura física e linhas integradas somando cerca de R$ 83,7 milhões), a nova unidade localizada no bairro Savassi possui capacidade instalada de 50 MVA. Assim ela foi projetada para aliviar o sistema antigo, beneficiar mais de 118 mil habitantes e dar suporte direto ao aumento de carga demandado pelo Centro Industrial de Divinópolis.
- Migração de Carga: A distribuidora informou que o plano de transferência de clientes para a nova subestação está em andamento, visando reduzir as sobrecargas na rede antiga e estabilizar o fornecimento. Além disso, a previsão é de que a migração total esteja concluída até o início de 2027.
- Aportes em Alta e Média Tensão: A companhia mantém em seu cronograma a execução de melhorias específicas de redes. Isso inclui mais de R$ 27 milhões destinados a circuitos de média tensão e R$ 44 milhões para alta tensão. Em resumo, o projeto estabiliza os circuitos elétricos que atendem o Centro Industrial Jovelino Rabelo e as indústrias às margens da BR-494.
Portanto o setor produtivo local informou que continuará monitorando de perto o andamento das manobras de rede e os planos de expansão. O objetivo é garantir que as interrupções de energia cessem e as indústrias voltem a operar em sua capacidade máxima.














