Mina Morro do Gama, operada pela Cedro em Nova Lima (MG). Warley Pereira – Minera Brasil
Modelo de produção com olhar social, reprocessamento de rejeitos, empilhamento a seco e lavra seletiva posiciona a companhia como referência em sustentabilidade na mineração de ferro no país.
Agência Minera Brasil
A mina Morro do Gama, operada pela
Cedro em Nova Lima (MG), se destaca como um dos
exemplos da evolução da mineração de minério de ferro no Brasil. A
operação combina alta capacidade produtiva, inovação tecnológica,
práticas ambientais avançadas e ações sociais voltadas às
comunidades.
Desde o início de sua operação pela Cedro, a mina mantém uma
produção estável. No primeiro ano após a aquisição, foram
produzidas cerca de 3,6 milhões de toneladas. Em
seguida, a operação alcançou 4 milhões de toneladas
anuais, mantendo esse desempenho com consistência. A meta
é chegar a 6 milhões de toneladas nos próximos cinco
anos.
Do total produzido, aproximadamente 60% é destinado ao
mercado interno, com destaque para o polo industrial de
Sete Lagoas, o que contribui para movimentar a economia regional,
enquanto cerca de 40% segue para o mercado
externo, atendendo grandes players internacionais, que
buscam fornecedores que adotam práticas sustentáveis na produção de
ferro.
Inovação operacional
Um dos principais diferenciais da operação da Cedro está no
reaproveitamento de materiais que antes eram descartados como
estéril. O vice-presidente de Operações da Cedro Mineração,
Wanderley Santo, explica que a empresa foi pioneira na região ao
reprocessar material depositado na barragem da mina que foi
descomissionada e reintegrá-lo ao sistema produtivo.
“A Cedro foi a primeira empresa a descomissionar uma barragem
em Nova Lima. Esse processo permitiu recuperar material e aumentar
a eficiência produtiva da operação”. Atualmente os
rejeitos gerados na operação passam por filtragem e é destinada ao
empilhamento a seco, o que elimina a necessidade de barragem de
rejeito.
Modelo de lavra inovador
A Cedro desenvolveu um modelo operacional para lidar com as
características geológicas da jazida, que possui alto índice de
material compacto e semi-compacto. Wanderley Santo
conta que a empresa criou um método específico de processamento e
lavra seletiva que garante a eficiência da operação.
“Temos um processo que não é usado em nenhuma outra mina, que a
gente chama de peneiramento escalpe.” Esse modelo envolve
desmonte controlado e lavra seletiva, permitindo maior precisão na
extração que é feito em blocos para garantir o melhor
aproveitamento do minério.
Link video: https://youtu.be/jWRnRbXJ-EE?si=fESQgGa-gUQwHL81
A adoção dessas técnicas que aplica geologia para o melhor
aproveitamento da minerário segundo Santo é pioneira e ajudou a
aumentar a vida útil da mina ao agregar conhecimento sobre o
depósito mineral.
“A Cedro desenvolveu o método de fazer desmonte controlado.
Depois entramos com escavadeira, fazendo uma lavra seletiva,
retirando os blocos compactos. Com isso a gente tem um ganho de
eficiência que aumentou a vida útil da mina.”
O executivo afirma que esse modelo permite aproveitar entre
85% e 90% da jazida, reduzindo perdas e ampliando a
eficiência do processo.
Pellet feed – Minério verde
A operação da Cedro também está alinhada a uma tendência global
de produção de minério de ferro com menor impacto
ambiental. Segundo Santo, há um foco
crescente na indústria por minério de ferro com menor emissão de
carbono.
“Hoje esse minério de redução direta, com baixa emissão de
carbono, é o sonho da Cedro,” diz.
A empresa já trabalha com planos de expansão e aumento de
capacidade produtiva, acompanhando a demanda do mercado pelo
chamado de ‘minério verde’, insumo que ajuda na descarbonização
siderúrgica e no aproveitamento dos rejeitos das minas.
A Cedro está investimentos robustos, de aproximadamente R$
3,6 bilhões para aumentar sua produção de pellet feed.
Para isso, está construindo uma unidade de beneficiamento em sua
outra mina, em Mariana. A meta é alcançar 20 milhões de
toneladas de produção anual de minério de ferro verde nos
próximos cinco anos.
redução na pegada de carbono
Santo destaca que a inovação faz parte da rotina operacional da
Cedro. “Nesse processo de inovação, a gente testa tudo o que é
possível para ganhar em sustentabilidade”, diz referindo aos
testes com caminhões elétricos como parte da estratégia da empresa
para reduzir suas emissões.
A iniciativa faz parte dos estudos da companhia para avaliar
a viabilidade de equipamentos de baixo carbono aplicados à cadeia
de transporte de minério de ferro. Os veículos são testados pela
Cedro em condições operacionais reais, com foco em desempenho,
eficiência energética, autonomia e integração com a rotina da
mina.
A experiência também permitiu avaliar os ganhos
ambientais, especialmente na redução do consumo de
combustíveis fósseis e das emissões associadas ao transporte
interno de material.
Segundo Santo a chegada de veículos elétricos na operação está
alinhada ao direcionamento da empresa de incorporar soluções
tecnológicas que aumentem a eficiência operacional e reduzem a
pegada ambiental da atividade mineradora, reforçando o compromisso
com inovação e sustentabilidade no setor.
Link video https://youtu.be/XHX1c_EHfJE?si=kEot34L6BA_1RFly
Olhar social está no DNA da empresa
Além da eficiência produtiva e tecnológica, a
empresa reforça o compromisso com as comunidades do entorno. “A
ambição da Cedro é crescer sustentável. Cuidado com o meio ambiente
e com a comunidade onde a gente está inserido. A Cedro é uma das
empresas que mais investe na comunidade”, diz
Santo.
Para ele, a relação com o território é tratada como parte central
da estratégia da companhia, com ações de aproximação e
investimentos sociais contínuos. “O mais importante para o
minerador é olhar para a sua comunidade e fazer suas entregas, sua
contribuição. Não esperar só do poder público. A Cedro faz isso
porque isso está no DNA dela.”
Um dos principais exemplos é o apoio à Creche São Judas Tadeu, que
atende 480 crianças da região e funciona como rede de suporte para
famílias, especialmente mães solo. Segundo a coordenadora da
instituição, Dayse Cândida da Silva, a creche
surgiu a partir de uma necessidade local.
“A creche surgiu muito por uma necessidade da população, porque
não tinha nenhuma outra creche aqui, principalmente que acolhesse
crianças acima de quatro anos. A creche veio para acolher as
crianças e também as mães, porque a maioria são mães solo, sem rede
de apoio.”
A instituição, que recentemente completou 30 anos,
desempenha um papel central na comunidade. A rotina das crianças na
creche inclui atividades educativas e recreativas, como judô, balé,
jazz, pintura e leitura.
Para a monitora Caroline Soares, o trabalho vai
além do cuidado básico. “São crianças de quatro meses a 12
anos. Elas têm atividades como judô, balé, jazz, pintura e leitura.
Cuidamos das crianças como se fossem nossos filhos, o cuidado e o
carinho fazem toda a diferença.”
Sonhos que nascem na creche
A creche também é espaço de formação de sonhos e
expectativas para o futuro. Lorenzo quer ser jogador de
futebol ou cientista. Já Iane sonha em ser veterinária. Ana Júlia
deseja se tornar advogada. Alice afirma que gosta da creche porque
é um lugar onde se sente bem com as amigas.
O apoio da Cedro à instituição tem sido fundamental para sua
manutenção e desenvolvimento do local que já virou referência de
acolhimento em Nova Lima.
“A Cedro entrou só para trazer benefícios. Conseguimos pagar
funcionários em dia, dar uma melhor alimentação para as crianças e
implementar projetos dentro da creche. Só trouxe melhorias para as
crianças e para os funcionários também”, diz
Dayse.
Para Dayse, o suporte da Cedro contribui diretamente para o
funcionamento diário da instituição e para a continuidade dos
serviços prestados à comunidade.
A inciativa da Cedro em apoiar a Creche São Judas
Tadeu representa um modelo de mineração que busca integrar
eficiência produtiva, inovação tecnológica, responsabilidade
ambiental e impacto social capaz de transformar sonhos de centenas
de crianças em realidade.












