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Casos graves de covid-19 crescem em cinco estados

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Os casos graves de covid-19 mostram sinais de aumento em pelo menos cinco unidades da Federação, segundo o Boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Mato Grosso, Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina aparecem na lista, em um período em que a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) cresceu no país ao longo de setembro e outubro.

Ainda assim, o boletim ressalta que, em quatro desses estados, a incidência de SRAG por covid-19 permanece em níveis muito baixos. Por isso, a reportagem explica o que o aumento significa, quais vírus mais circulam, quem é mais afetado e o que a Fiocruz recomenda.

O que o InfoGripe mostra sobre os casos graves de covid-19 em 30 segundos?

  • Alta: sinais de aumento de casos graves de covid-19 em cinco estados.
  • Incidência baixa: em DF, SP, RJ e SC, a incidência por covid-19 segue em níveis muito baixos.
  • Alerta: Roraima, Sergipe e Santa Catarina têm incidência de SRAG em alerta, risco ou alto risco, sem crescimento no longo prazo.
  • Capitais: Aracaju e João Pessoa estão em alerta, risco ou alto risco, com sinal de crescimento.
  • Vírus: o rinovírus lidera as últimas quatro semanas, com 50,1% dos casos positivos; a covid-19 soma 8,5%.

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Quais estados e capitais têm sinais de aumento de casos graves de covid-19?

Segundo o boletim, há sinais de aumento de casos graves de covid-19 em Mato Grosso, no Distrito Federal, em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Santa Catarina. A Agência Brasil informa que, nos quatro últimos, a incidência de SRAG por covid-19 permanece muito baixa. Portanto, o sinal indica tendência de crescimento, e não necessariamente alto número de casos.

Roraima, Sergipe e Santa Catarina apresentam incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco, mas sem sinal de crescimento na tendência de longo prazo. Entre as 27 capitais, duas registram atividade em alerta, risco ou alto risco com crescimento a longo prazo: Aracaju e João Pessoa.

Quais vírus mais aparecem nos casos e óbitos de SRAG?

Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, o rinovírus aparece em 50,1% dos casos de SRAG com resultado positivo. Em seguida, vêm o vírus sincicial respiratório (10,1%), a covid-19 (8,5%), a influenza B (4,7%) e a influenza A (4,2%). Entre os óbitos com vírus identificado, a distribuição muda, como mostra a lista abaixo.

  • Rinovírus: 50,1% dos casos e 43% dos óbitos.
  • Covid-19: 8,5% dos casos e 24,1% dos óbitos.
  • Influenza B: 4,7% dos casos e 12,7% dos óbitos.
  • Vírus sincicial respiratório: 10,1% dos casos e 3,8% dos óbitos.
  • Influenza A: 4,2% dos casos e 1,3% dos óbitos.

Na prática, a covid-19 pesa proporcionalmente mais entre os óbitos do que entre os casos. Essas proporções valem apenas para registros com vírus identificado. Em 2026, foram notificados 171.369 casos de SRAG, dos quais 91.420 (53,3%) tiveram resultado positivo para algum vírus respiratório, 62.823 (36,7%) tiveram resultado negativo e ao menos 7.457 (4,4%) aguardavam resultado.

Quem é mais afetado pela SRAG: crianças ou idosos?

Segundo o InfoGripe, a incidência e a mortalidade semanais médias das últimas oito semanas mantêm o padrão típico, com maior impacto nos extremos das faixas etárias. A incidência de SRAG é mais alta em crianças de até 2 anos. Já a mortalidade é maior entre pessoas com 65 anos ou mais.

O Correio Braziliense destacou que o boletim também aponta crescimento de casos graves provocados pelo metapneumovírus, sobretudo no Sudeste, no Sul e no Nordeste. Além disso, no acumulado de 2026, entre os casos com vírus identificado, o vírus sincicial respiratório responde por 38,7%, e o rinovírus, por 33,5%, segundo a mesma reportagem.

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O que a Fiocruz recomenda diante do aumento de casos graves de covid-19?

A pesquisadora Tatiana Portella, do InfoGripe, afirmou que a vacinação é a principal forma de prevenir casos graves e óbitos por covid-19. Por isso, a Fiocruz orienta que as pessoas dos grupos prioritários estejam com o esquema em dia. Sobretudo, o alerta vale para idosos e demais públicos definidos pelo Ministério da Saúde.

Segundo a Agência Brasil, o boletim mais recente também registra aumento de SRAG ao longo de setembro e outubro. A reportagem não localizou, até a publicação, a lista atualizada de grupos prioritários para a vacina contra a covid-19. A informação deve ser conferida com a unidade de saúde.

O que isso significa para Divinópolis e Minas Gerais?

Minas Gerais não aparece entre os cinco estados com sinal de aumento de casos graves de covid-19 citados no boletim. A reportagem também não localizou dados do InfoGripe específicos para Divinópolis ou para a região Centro-Oeste. Portanto, quem tem dúvidas sobre vacinação deve procurar a unidade básica de saúde mais próxima.

O que observar nos próximos boletins do InfoGripe?

  • Se Mato Grosso, Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina mantêm o sinal de aumento.
  • Se a incidência por covid-19 sobe nos estados onde hoje está em nível muito baixo.
  • A evolução do metapneumovírus e do rinovírus entre as crianças.
  • O comportamento de Aracaju e João Pessoa, as capitais com sinal de crescimento.