Promovida pelo Grupo Brasileiro de Câncer de Cabeça e Pescoço (GBCP), a programação, começou em 27 de junho e se estende ao longo de julho. Serão várias ações simultâneas de mobilização, palestras em escolas e unidades de saúde e atividades de educação em saúde voltadas à prevenção, ao reconhecimento dos sinais de alerta e ao diagnóstico precoce dos cânceres de cabeça e pescoço
As ações, desenvolvidas em parceria com a Liga Acadêmica de Odontologia Hospitalar (LAOH) e a Liga Acadêmica de Diagnóstico Oral (LADO), ambas da Unifenas Divinópolis, incluem palestras em escolas e unidades de saúde, além de atividades de educação em saúde voltadas à comunidade. O Julho Verde é uma iniciativa que, ao longo dos anos, vem contribuindo para ampliar o conhecimento da população sobre os sinais de alerta da doença, seus fatores de risco e a importância da prevenção e do diagnóstico precoce.
Neste ano, a campanha nacional do Grupo Brasileiro de Câncer de Cabeça e Pescoço (GBCP) traz como tema “Julho Verde 360 – Integração para transformar o futuro”. O conceito parte do entendimento de que a transformação do cenário dos cânceres de cabeça e pescoço no Brasil depende de um esforço coletivo, envolvendo profissionais de saúde de diferentes especialidades, instituições, pesquisadores, gestores, pacientes, familiares, empresas e toda a sociedade.
Mais do que uma campanha de conscientização, o Julho Verde 360 foi concebido como uma plataforma permanente de informação e mobilização, promovendo a conexão entre conhecimento científico, educação em saúde e conscientização pública. A proposta é fortalecer o diálogo entre os diferentes atores envolvidos no cuidado e ampliar o acesso da população a informações qualificadas e baseadas em evidências.
Ações presenciais em Divinópolis
As ações em Divinópolis serão coordenadas pela cirurgiã-dentista Luciana Vieira Muniz, docente de Estomatologia e Patologia Oral da Unifenas Divinópolis e coordenadora do Comitê de Novos Membros e Ligas Acadêmicas do GBCP. No dia 2 de julho, será promovida uma palestra direcionada aos profissionais da Atenção Primária à Saúde, abordando prevenção, reconhecimento dos sinais e sintomas e a importância do diagnóstico precoce.
Ao longo do mês, também serão realizadas ações educativas nas escolas municipais, autorizadas pela Secretaria Municipal de Educação (Semed), com foco em estudantes do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental. Participarão da iniciativa as escolas municipais Antonieta Fonseca, Maria Fonseca Peçanha, Dr. Sebastião Gomes, Professor Bahia, Padre João Bruno, Otávio Olímpio e Benjamin Constant.
Paralelamente, equipes da LAOH e da LADO promoverão palestras e atividades de conscientização nas unidades de Estratégias Saúde da Família (ESF) Afonso Pena, Bom Pastor, Central, Danilo Passos, Ipiranga, Niterói, Planalto e Tietê. As ações abordarão fatores de risco, sinais de alerta, prevenção e a importância do encaminhamento oportuno de pacientes com suspeita da doença.
Mais de 40 mil brasileiros deverão ser diagnosticados em 2026
Mais de 40 mil brasileiros deverão receber, neste ano, o diagnóstico de alguns dos principais cânceres de cabeça e pescoço. Embora os avanços da cirurgia, da radioterapia e dos tratamentos sistêmicos tenham ampliado as possibilidades terapêuticas, o diagnóstico tardio continua sendo um dos principais desafios para especialistas e pacientes.
Os cânceres de cabeça e pescoço incluem tumores que podem acometer a cavidade oral, a faringe, a laringe, as glândulas salivares, a cavidade nasal e os seios paranasais. Em comum, muitos deles compartilham fatores de risco importantes, como o tabagismo, o consumo excessivo de bebidas alcoólicas e, em alguns casos, a infecção pelo papilomavírus humano (HPV).
Segundo as estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) para o triênio 2026-2028, são esperados anualmente no Brasil cerca de 15.990 novos casos de câncer da cavidade oral, 11.400 casos de câncer de laringe e 14.160 casos de câncer da tireoide, totalizando mais de 41 mil diagnósticos dessas três neoplasias. Em Minas Gerais, as estimativas do INCA apontam para aproximadamente 2.190 novos casos de câncer da cavidade oral, 1.140 casos de câncer de laringe e 1.680 casos de câncer da tireoide por ano.
No Brasil, cerca de oito em cada dez casos de câncer da cavidade oral são diagnosticados em fases avançadas da doença. O diagnóstico precoce está associado a melhores resultados clínicos, menor necessidade de tratamentos complexos, menor impacto funcional e estético e maiores chances de controle da doença.
Quais são os sinais de alerta?
Os principais sinais e sintomas que merecem avaliação por um profissional de saúde incluem:
– Ferida na boca que não cicatriza;
– Dor persistente na boca ou garganta;
– Manchas avermelhadas ou esbranquiçadas na boca;
– Rouquidão persistente;
– Dificuldade para mastigar ou engolir;
– Sensação de algo preso na garganta;
– Nódulo no pescoço;
– Alterações na voz;
– Dentes amolecidos sem causa aparente;
– Mau hálito persistente;
– Perda de peso sem explicação.
Caso qualquer um desses sinais persista por mais de duas semanas, é importante procurar avaliação médica ou odontológica. Quanto mais cedo for realizado o diagnóstico e iniciado o tratamento, maiores são as chances de sucesso terapêutico.









