O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) apresentou denúncia contra um homem de 37 anos suspeito de assassinar sua companheira, Silvani Paulino, uma manicure de 33 anos, em 17 de agosto, na cidade de Contagem, Região Metropolitana de Belo Horizonte. Caso a Justiça aceite a acusação, ele poderá responder por feminicídio, porte ilegal de arma de fogo de uso restrito e adulteração de provas. O crime ocorreu em frente à filha do casal, em um salão de beleza localizado no bairro Funcionários, marcando um episódio de violência doméstica com forte repercussão na região.
Segundo informações do MPMG, o suspeito e a vítima mantinham um relacionamento de 17 anos e eram pais de três filhos. No dia do homicídio, após deixar o trabalho, o homem dirigiu-se ao salão de beleza onde Silvani trabalhava, armado com uma pistola 9mm, vestindo uma balaclava para ocultar sua identidade. Ao chegar ao local, ele apagou a luz do estabelecimento e efetuou vários disparos contra a esposa, que foi atingida por seis tiros nas costas enquanto estava de costas para a porta do salão. O episódio ocorreu diante da filha do casal, que presenciou toda a cena, agravando ainda mais o impacto do crime.
De acordo com a denúncia, o motivo do feminicídio estaria relacionado a ciúmes, uma motivação considerada torpe pelo Ministério Público. Após os disparos, o suspeito fugiu do local e tentou esconder sua participação apagando remotamente as imagens das câmeras de segurança do salão, que registraram toda a ação criminosa. Em decorrência do crime, o MP solicitou a prisão preventiva do suspeito na manhã de 18 de agosto, pedido este que, entretanto, não foi apreciado pela Justiça na ocasião.
A prisão do suspeito ocorreu posteriormente em Conselheiro Lafaiete, na região Central de Minas Gerais, por policiais militares que o abordaram por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito — a mesma utilizada no homicídio. Além da arma, os policiais apreenderam 33 munições intactas. Com essa apreensão, a prisão preventiva do suspeito foi decretada, reforçando a gravidade das acusações contra ele.
A denúncia, assinada pelo promotor de Justiça Tiago Masson Nossig, destacou que o crime foi cometido por motivo torpe, com recurso que dificultou a defesa da vítima, configurando feminicídio dentro do contexto de violência doméstica e familiar. Silvani era mãe de três filhos, todos menores de idade, sendo que um deles presenciou o homicídio, o que reforça a complexidade e a repercussão do caso na comunidade local. A acusação também enfatiza a gravidade da conduta do suspeito, que utilizou recurso que dificultou a defesa da vítima, além de agir motivado por ciúmes, fator que agravou a natureza do feminicídio.
Este episódio evidencia a violência de gênero e a necessidade de ações eficazes de combate à violência doméstica, além de reforçar a importância do rigor na apuração de crimes que envolvem o feminicídio, sobretudo quando há testemunhas menores de idade e elementos que indicam a premeditação e o uso de armas de fogo de uso restrito.
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