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Homem acusado de matar namorada em motel no Centro de Belo Horizonte se torna réu por feminicídio

Um homem de 26 anos, Douglas Luiz Pereira, passou a responder por feminicídio após ser acusado de assassinar sua namorada, Tamiris Graziele Evangelista, em um quarto de motel localizado na Rua dos Guaranis, na região central de Belo Horizonte. O crime ocorreu na tarde do dia 16 de agosto e resultou na prisão em flagrante do suspeito, que, posteriormente, teve a denúncia aceita pela Justiça, levando à manutenção de sua prisão preventiva.

Segundo o inquérito policial, Tamiris foi vítima de asfixia mecânica por constrição cervical externa, o que caracteriza o feminicídio, modalidade de homicídio que ocorre no contexto de violência doméstica ou familiar, com motivo fútil, emprego de recurso cruel e que dificultou a defesa da vítima. As investigações indicam que Douglas já tinha um histórico de agressões contra Tamiris, incluindo uma que ocorreu enquanto ela estava grávida de gêmeos. Os pais de Tamiris relataram que o suspeito chegou a chutá-la na barriga, fato que resultou na perda dos bebês pouco tempo depois.

No dia do crime, o casal estava em um quarto de motel no centro de Belo Horizonte, onde começou uma discussão que evoluiu para a violência. Os gritos foram ouvidos por uma hóspede, que imediatamente acionou a polícia. A mesma testemunha também entrou em contato com a recepção do estabelecimento e foi até a porta do quarto, de onde ouviu os sons de agressão. Por meio de uma abertura giratória na porta, ela conseguiu visualizar Tamiris caída no chão e Douglas em pé ao lado dela. Questionado sobre o estado da mulher, Douglas alegou que Tamiris havia tomado comprimidos e desmaiado. Ainda assim, ele se mostrou agressivo, proferindo palavras de baixo calão e ordenando que a testemunha se afastasse, antes de afirmar que “acabou tudo”.

Após essa cena, o hóspede percebeu uma mudança na situação dentro do quarto, visualizando Douglas deitado ao lado de Tamiris. A polícia foi acionada e Douglas foi preso em flagrante no mesmo dia do ocorrido. Em depoimento, ele manteve a postura agressiva, o que contribuiu para a sua prisão preventiva, que foi posteriormente confirmada pela juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza, do Tribunal do Júri da 1ª Vara do Sumariante da Comarca de Belo Horizonte.

A aceitação da denúncia e a manutenção da prisão preventiva reforçam a gravidade do caso, que evidencia o contexto de violência doméstica e feminicídio. A investigação continua em andamento, com o objetivo de esclarecer detalhes adicionais do crime e estabelecer todas as circunstâncias que envolveram a morte de Tamiris Graziele Evangelista.

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