A família de Ana Beatryz Gomes dos Santos, de 21 anos, acredita que o suspeito de seu assassinato, um jovem de 24 anos, recebeu auxílio de familiares para deixar o local do crime antes da chegada das autoridades policiais. Ana Beatryz foi encontrada morta na manhã desta segunda-feira, 7 de setembro, na residência do ex-companheiro, localizada no bairro Xangri-Lá, na região metropolitana de Belo Horizonte. A suspeita é de feminicídio, e o jovem ainda não foi localizado pelas autoridades.
Segundo relato da tia da vítima, Marilene Gomes, ela se deslocou até a endereço do suspeito após perceber que Ana Beatryz não retornara com sua filha, de aproximadamente um ano de idade, mesmo após o horário esperado. Ao chegar ao local, ela precisou arrombar uma porta trancada para entrar. No momento da entrada, foi informada pelos familiares do suspeito, de forma desrespeitosa, de que a jovem estava na casa, o que, na visão de Marilene, indicaria que os familiares estavam tentando dificultar a localização de Ana Beatryz e, possivelmente, ajudando o suspeito a fugir.
Marilene também afirmou que, durante sua visita, percebeu que o suspeito teria recebido cobertura de familiares para deixar a residência antes da chegada da polícia. A investigação ainda busca esclarecer o paradeiro do jovem e a participação de terceiros na fuga. Além disso, a família de Ana questiona o desaparecimento do celular da vítima, que não foi encontrado no local do crime, levantando suspeitas sobre possíveis tentativas de ocultar informações.
Sobre a criança, a tia relatou que Ana Beatryz foi encontrada no local do crime, mas não sabe informar se a filha presenciou as agressões. A família também não possui informações concretas sobre o paradeiro da criança após o ocorrido, alegando que ela estaria sob cuidados de parentes do suspeito, que é pai da menina.
A relação entre Ana e o suspeito, segundo o tio da vítima, Reginaldo Gomes, era de separação há aproximadamente seis meses. Após o término, o jovem teria insistido em uma reconciliação, chegando a procurar a família de Ana para tentar reatar o relacionamento. Reginaldo também revelou que há registros de o suspeito ter ficado na porta da casa da vítima durante toda a noite, o que reforça a hipótese de tentativas de contato ou reconciliação frustrada.
A Polícia Civil de Minas Gerais confirmou que, na noite de 7 de setembro, equipes de perícia foram acionadas ao bairro Xangri-Lá, em Ribeirão das Neves, onde realizaram a coleta de vestígios e informações essenciais para as investigações. O corpo da jovem foi encaminhado ao Instituto Médico Legal André Roquette para exames, mas até o momento, ninguém foi conduzido à delegacia. As investigações continuam em andamento, e as autoridades informam que novas informações poderão ser divulgadas após os procedimentos de polícia judiciária. Os familiares de Ana expressaram o desejo de que o responsável pelo crime seja localizado e punido de acordo com a lei.
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