Um adolescente de 17 anos, que na manhã deste domingo (2) atropelou e matou Maria de Lourdes, de 84 anos, enquanto pilotava uma motocicleta no bairro Jardim Laguna, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, é alvo de relatos de familiares que apontam dificuldades na orientação de jovens atualmente. O incidente ocorreu quando a idosa saía de uma igreja e, ao tentar atravessar a rua, foi atingida pela motocicleta, vindo a falecer em decorrência da queda.
Segundo o tio do adolescente, Geraldo Magela de Jesus, a motocicleta estava praticamente intacta após o acidente, e o jovem não estava em alta velocidade no momento da colisão. Ele afirmou que o sobrinho, considerado uma pessoa trabalhadora, não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH), o que, na opinião do familiar, agravou a situação. “Até então, ele não estava correndo. A moto está praticamente intacta, mas, infelizmente, aconteceu. Até então, ele é um menino trabalhador, está aí na correria. Infelizmente, ele não é habilitado. Agora, como se diz, é esperar a Justiça ver o que vai acontecer”, declarou.
Testemunhas presentes no local relataram à Polícia Militar (PM) que Maria de Lourdes saiu da igreja com a intenção de fazer compras, mas acabou retornando ao local. Ao atravessar a rua, a idosa foi atingida pela motocicleta conduzida pelo adolescente. Ainda de acordo com relatos, ela sofreu uma queda após o atropelamento e veio a falecer em decorrência do impacto.
Sobre a ausência da CNH por parte do jovem, Geraldo Magela de Jesus comentou que a dificuldade de orientar os jovens na sociedade atual é uma questão que preocupa muitas famílias. Ele afirmou que os pais enfrentam obstáculos na imposição de limites e que, apesar de conversas e orientações, muitos adolescentes acabam não ouvindo os conselhos. “Hoje em dia, a criação está diferente demais. Você fala com as pessoas que não podem, mas elas continuam fazendo as coisas. Então, quer dizer, falar a gente fala, mas os meninos de hoje não ouvem ninguém. Na minha época, como se diz, até para adquirir uma moto era difícil”, comentou.
O tio do adolescente também lamentou o ocorrido e afirmou que a família está constrangida com a situação. Ele declarou que, apesar de os familiares terem conversado com o jovem e tentado orientá-lo, o acidente aconteceu de forma inesperada. “Então, quer dizer, os parentes falaram, não foi? Mas, infelizmente, aconteceu, e a gente fica meio constrangido pelo acontecimento. Infelizmente, a gente não pode fazer nada”, afirmou.
Geraldo revelou ainda que não sabe como o sobrinho adquiriu a motocicleta, mas garantiu que o adolescente está consciente da gravidade do episódio, demonstrando arrependimento. Segundo ele, o jovem é uma pessoa tranquila, que não consome álcool nem drogas, e que está lúcido após o acidente. “Ele está lúcido, não bebe, não fuma, é um menino tranquilo. Agora, é esperar para ver o que a Justiça vai decidir”, concluiu.
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