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Detento é esquartejado dentro de cela em presídio no interior de MG

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Um homem, de 28 anos, foi encontrado esquartejado na Penitenciária Dr. Manoel Martins Lisboa Júnior, em Muriaé, na Zona da Mata, nessa quinta-feira (2). De acordo com o Boletim de Ocorrência (B.O.), durante a conferência matinal no Pavilhão IV, policiais penais encontraram partes do corpo da vítima espalhadas pela galeria, do lado de fora da cela 09.

Dentro da cela, o cenário indicava elevado grau de violência. O corpo estava desmembrado, com a cabeça posicionada ao lado do tronco. Um dos olhos havia sido retirado, e a língua foi encontrada dentro de uma marmita. Segundo relatos, o suspeito, conhecido como Bila, foi encontrado na porta da cela, rindo, e teria assumido o crime, ocorrido na noite de quarta-feira (1º).

Ainda conforme o registro, a perícia identificou que foram utilizados uma faca artesanal — feita a partir de uma chapa de metal retirada da porta da cela —, uma lâmina de barbear e tiras de lençol. Em depoimento, o suspeito afirmou que aplicou um golpe conhecido como “chave de pescoço” na vítima até deixá-la desacordada e, em seguida, utilizou as tiras de tecido para provocar a morte. Após o óbito, ele realizou o esquartejamento.

Segundo o B.O., os dois detentos estavam isolados na cela desde 14 de janeiro de 2026, após envolvimento em um crime anterior dentro da mesma unidade prisional. A motivação, segundo relato do suspeito, seria que Bila alegou ter sido vítima de homofobia e, por isso, cometeu o homicídio, sendo em seguida ameaçado por outros presos ligados ao Comando Vermelho (CV).

De acordo com a versão apresentada pelo suspeito, o crime desta semana ocorreu porque ele teria agido após uma suposta agressão e por desconfiar que a vítima o teria denunciado ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) como autor do assassinato de janeiro. Após a confirmação da morte, Bila foi encaminhado para uma cela de isolamento e apresentado à autoridade policial. O corpo da vítima foi levado ao Instituto Médico Legal (IML) da cidade.

A direção da unidade prisional instaurou procedimentos administrativos para investigar o caso.