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Situação do Cruzeiro: aonde o clube quer cortar despesas

Postado em 30/12/2019 14:14

O Cruzeiro marcou para o dia 9 de janeiro uma reunião com executivos da Adidas para renegociar os termos do contrato assinado entre o clube e a fornecedora de materiais esportivos.

A ideia do Cruzeiro é criar um aditivo para mudar alguns termos do contrato. Caso isso não seja acordado entre as partes, a rescisão é uma possibilidade.

A parceria com a empresa alemã foi firmada pelo presidente Wagner Pires de Sá, que renunciou ao cargo neste mês, após forte pressão da oposição e também da torcida. O uniforme para 2020 foi lançado oficialmente pelo clube e fornecedora na última quinta-feira.

No entanto, horas depois do anúncio feito nas redes sociais, Vittorio Medioli, CEO do conselho gestor do Cruzeiro, afirmou que tinha a ideia de rescindir o acordo firmado com a empresa alemã. Medioli criticou o contrato e afirmou que a ideia do clube é criar uma marca própria.

Nós devemos encerrar o acordo com a Adidas, porque não se faz (um acordo nessas condições). Estamos quase decididos a montar uma marca própria. Primeiro que o contrato com a Adidas não é pra ganhar nada. É um contrato que, no ano, no máximo vai dar ao Cruzeiro R$ 2,5 milhões, que foi antecipado.

No caso da rescisão, o Cruzeiro obviamente precisaria devolver à Adidas o valor que foi adiantado. A quantia foi solicitada pelo clube, ainda antes do conselho gestor assumir, para ajudar na quitação de compromissos em atraso.

Pouco orçamento e muitos gastos. A conta do Cruzeiro não fecha há tempos, e as dificuldades só aumentarão na Série B. A necessidade urgente de “estancar o sangramento” financeiro do clube fez o CEO da Raposa, Vittorio Medioli, levantar a seguinte hipótese a ser analisada pelos outros gestores do clube mineiro: desativar a Toca da Rapoa I, CT que abriga as atividades das categorias de base celestes. O local tem um custo elevado, a ser auferido nas próximas reuniões. Mas a análise preliminar aponta de R$ 50 milhões a R$ 60 milhões por ano.

 Medioli havia adiantado que a reconstrução do Cruzeiro passaria por venda de patrimônio e, sem citar nominalmente os imóveis, qualificou alguns prédios de posse do clube como de pouca utilidade neste momento de calamidade.

Há um imóvel que gera um passivo de R$ 51 milhões por ano as atividades que estão lá dentro. Desfazendo deste imóvel, podemos receber um valor alto de R$ 80 milhões, R$ 100 milhões e corta R$ 50 milhões de despesa – afirmou Medioli.

O presidente do núcleo dirigente transitório da Raposa, Saulo Fróes, confirmou que a possibilidade de fechar a Toca I foi aventada nas reuniões da sede administrativa, ainda que ele, pessoalmente, não creia no avanço da ideia. Inclusive, Fróes incluiu a própria sede no Barro Preto no pacote de “esvaziamento”. Assim, se a ideia for acatada – carece de análise mais profunda – a Raposa uniria futebol e administração em um único espaço, a Toca da Raposa II, local de treinos e concentração da equipe profissional.

O custo da Toca I está realmente muito pesado. Mas é algo que temos que analisar. Foi levantada essa ideia, mas não foi aprovada. Ainda acho difícil, temos que ver onde iríamos alocar as categorias de base. Mas vejo isso com dificuldade. É uma hipótese. Temos que ter criatividade nesta altura. O que for possível é apresentado e analisado. Fato é que iremos fazer restruturação geral nas duas Tocas. Se for viável, até mesmo levar a sede administrativa para lá (Toca II) para evitar custo. Porém, é preciso pensar bastante nos prós e contras antes de tomar uma decisão que possa ser precipitada. São coisas que poderiam ter sido resolvidas há muito tempo. Faltou planejamento e até responsabilidade – disse Fróes.

A Toca da Raposa I, localizada na região da Pampulha, foi inaugurada há mais de 45 anos e virou referência em Centro de Treinamento do futebol profissional. Ela chegou ao Cruzeiro por meio da administração do presidente Felício Brandi e, com o passar do tempo, virou o local das camadas jovens das equipes celestes. O local chegou a abrigar a seleção brasileira para os preparativos da Copa do Mundo em 1982 e 1986.

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