
Se todo bom time começa com um grande goleiro, Atlético e Cruzeiro contarão com a segurança de seus camisa 1 na decisão do título mineiro de 2019, sábado, às 16h30, no Independência. Dois dos mais antigos atletas de suas equipes, os trintões Victor e Fábio estão pela quarta vez frente a frente numa disputa particular para ver quem conquista o troféu estadual. Até agora, o cruzeirense tem vantagem na disputa, ao vencer os títulos de 2014 e 2018 em cima do rival. O atleticano só conseguiu levar a melhor sobre o adversário em 2013.
A finalíssima de
sábado será o 28º confronto entre eles em Minas. Ambos acirraram a
rivalidade no campo, mas mantiveram boa relação fora das quatro
linhas nos últimos anos. Não é por acaso que eles participaram
várias vezes juntos de campanhas publicitárias ou mesmo de ações
solidárias. Além desta temporada, eles poderão se enfrentar pelo
menos mais uma vez na final estadual, já que ambos firmaram novos
contratos com seus clubes até dezembro do ano que vem.
Aos 36 anos, Victor
viveu recentemente algo incomum desde que chegou ao Atlético ao ser
duramente criticado pelos torcedores por causa dos erros na goleada
sofrida para o Cerro Porteño por 4 a 1, na semana passada, pela
Copa Libertadores. A opinião dos alvinegros era de que o camisa 1
estava distante da melhor fase técnica e de que não estava sendo
bem treinado – não faltaram críticas também ao preparador de
goleiros, Chiquinho Cersósimo, que trabalha com o goleiro desde
2012.
Mas a resposta veio no
primeiro clássico da final mineira, quando Victor evitou derrota
mais elástica do Galo com grandes defesas em chutes de Robinho (no
primeiro tempo) e de Marquinhos Gabriel (no segundo). Apesar disso,
poucas vezes se viu o goleiro tão nervoso. Irritado com os
xingamentos de torcedores do Cruzeiro durante o jogo, ele atirou
água para o alto em direção à torcida rival na saída para o
vestiário. Por causa do incidente, ele pode até ser denunciado pela
procuradoria do Tribunal de Justiça de Minas (TJD-MG) com base no
artigo 258 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva – que se
refere à conduta antidesportiva.
A temporada de Fábio é
diferente da enfrentada por Victor. O goleiro de 38 anos vive
novamente grande momento, com atuações de destaque em sequência e
apenas oito gols sofridos em 18 jogos (não foi vazado nas quatro
primeiras rodadas da Copa Libertadores). Com 59 clássicos no
currículo, o goleiro celeste disputará sua 11ª final estadual e
tentará seu sétimo título. Não é por acaso que a diretoria celeste
renovou o vínculo por mais uma temporada, expirando no fim de 2020,
quando terá completado 40 anos. Com isso, poderá chegar ao número
expressivo de 900 jogos pela Raposa ao fim do
contrato.
Fábio também teve
sólida atuação no último jogo, no Mineirão, evitando que o Atlético
pudesse empatar ou mesmo vencer os celestes. Fez bela defesa em
chute de longa distância de Luan (no primeiro tempo) e de Ricardo
Oliveira (no segundo). Com a inversão da vantagem alvinegra, graças
à vitória por 2 a 1 no Mineirão, o papel do camisa 1 na partida de
volta será dos mais importantes: se ele não sofrer gol, o Cruzeiro
conquistará o título.










