O Melhor jogador do mundo sairá da
Final da Champions League hoje(23/08) em Portugal.
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Atualizado
em:23 de agosto de 2020
11:09
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Definitivamente o
evento “final de Liga dos Campeões” é gigante o suficiente para
despertar atenções do público mais variado. Talvez o seu primo que
não goste tanto de futebol já estivesse curioso para acompanhar
Paris Saint-Germain x Bayern, às 16h (de Brasília), no Estádio da
Luz, em Lisboa. Afinal, é a reunião de dois dos melhores times do
planeta decidindo o campeonato de clubes mais midiático. Mas hoje
tem um bolo na cereja.
Em campo, o craque
brasileiro vem sendo a figura da melhor campanha do PSG em sua
história e, por mais que o projeto seja ganhar o título da
Champions, uma grande atuação acompanhada do troféu pode colocar o
camisa 10 como forte candidato ao FIFA The Best – um dos motivos
escolhidos por ter deixado o Barcelona há três anos.
Antes de tudo é
preciso combinar com os alemães, finalistas pela 11ª vez (e em
busca do hexa) diante de um estreante. E também com um polonês.
Lewandowski está em sua melhor temporada na carreira, mas não
apenas isso.
Além de ser o
artilheiro da Liga dos Campeões com 15 gols (a dois do recorde de
Cristiano Ronaldo), ele soma 55 gols em 46 jogos pelo Bayern desde
agosto de 2019. Só dois clubes (Bochum e Borussia Mönchengladbach)
escaparam de levar um gol dele nesta temporada. Na Champions, o
aproveitamento é de 100%: jogou, marcou.
Se contabilizarmos
ainda as nove assistências, a média de participação direta para gol
por jogo sobe para 1,39. Para facilitar as contas, Lewandowski
participa de um gol a cada 63 minutos nesta temporada. É como se,
aos 18 do segundo tempo, já houvesse um gol do Bayern com
influência direta dele.
Neymar não possui
números inteiros tão expressivos, mas o rendimento é semelhante:
são 19 gols e 11 assistências em 26 jogos, com ótima média de
participação direta de 1,15 gol/jogo (um a cada 76
minutos).
A diferença é que o
camisa 10 entrou muito menos em campo, seja por problemas físicos,
suspensão ou por ter sido afastado no início da temporada enquanto
aguardava o desfecho da negociação com o Barça. Para piorar, a
pandemia ainda forçou o fim precoce do Campeonato Francês – o PSG
fez 27 jogos em vez de 38.
De
qualquer forma, Neymar tem o carimbo de fazer a diferença. Segundo
levantamento do jornalista Matheus Eduardo, Neymar produziu 42,3%
dos gols do PSG (30 de 71) enquanto atuou. A proporção é
praticamente a mesma para Lewandowski seguindo o mesmo critério:
42,6% dos gols do Bayern (64 de 150).
No recorte apenas do
mata-mata desta Champions, uma pequena vantagem para o polonês, que
produziu 10 dos 18 gols do Bayern (55,5%) contra 50% do brasileiro
(4 de 8). Fato talvez explicado pela proximidade de Lewandowski do
gol, enquanto Neymar possui atribuições também na criação do time e
pisa menos na área.
Pois há uma sensação
de que se trata, também, da definição do melhor jogador do mundo na
temporada 2019/20. Vejam só:
Não é
ano de Copa do Mundo (e acabou não sendo de Eurocopa e Copa
América); por outro lado, a Liga dos Campeões neste novo formato
preenche a lacuna de um mata-mata global, reinando praticamente
sozinha no calendário.
Maiores vencedores do
prêmio, Messi e Cristiano Ronaldo perderam peso com as eliminações
de seus times (o Barcelona caiu nas quartas, mas sofrendo a maior
goleada de sua história para o Bayern, e a Juve se despediu nas
oitavas) ainda que tenham feito o suficiente para pleitear ao menos
um lugar no top-5
De
Bruyne, outro nome que fazia grande temporada, também foi eliminado
com o Manchester City nas quartas de final
Desde
a criação do prêmio, em 1991, em 10 oportunidades o vencedor foi
campeão da Champions. Há uma relação considerável, especialmente se
excluirmos da conta os anos de Copa do Mundo.
Feita a introdução,
vamos aos times, não menos importantes nessa equação. O Bayern
chega à decisão com a melhor média de gols (4,2) da história do
torneio (42 em 10 jogos) e está só a três de se igualar ao melhor
ataque, o Barcelona de 1999/00 (45 gols), que terá feito cinco
jogos a mais no total por questões de regulamento.
Além disso, trata-se
de uma campanha perfeita até aqui do Bayern, com 10 vitórias em 10
jogos (e só oito gols sofridos). No mata-mata, Chelsea, Barcelona e
Lyon foram as vítimas.
Desde que Hansi Flick
assumiu o posto de Niko Kovac, são 32 vitórias, um empate e só duas
derrotas em 35 jogos, com 115 gols a favor e 26 contra.
– Com
Hansi Flick eles estão numa corrida única e extraordinária e têm a
mistura extremamente boa de jogadores famintos de uma nova geração
que querem deixar sua marca no clube com experientes que querem
vencer a Champions novamente – opinou o alemão Thomas Tuchel,
técnico do PSG.
Estamos diante de uma
máquina, que já ganhou o Campeonato Alemão, a Copa da Alemanha e
espera a Champions para mais uma Tríplice Coroa, a exemplo de
2012/13 com Jupp Heynckes.
O clube francês também
conquistou Campeonato Francês e Copa da França, mas ainda beliscou
a última edição da Copa da Liga e também a Supercopa da França. É o
auge do projeto Catar, desde a venda em 2011 que permitiu um vasto
investimento em atletas.
Na Champions, a
caminhada começou com uma classificação em primeiro num grupo com o
Real Madrid. O PSG é finalista com oito vitórias em 10 jogos e só
cinco gols sofridos (a melhor defesa). No mata-mata, derrubou
Borussia Dortmund, Atalanta e RB Leipzig.
– Eles têm
velocidade e são um time de ponta com jogadores incríveis. Não
somente no ataque, mas também na defesa com Thiago Silva e
Marquinhos. Eles sofreram apenas cinco gols na Liga dos Campeões,
então você pode ver que não é só o ataque que funciona, mas a
defesa também – elogiou Hansi Flick.
Nenhum dos treinadores
optou por confirmar a escalação na véspera. Tuchel pode ter Rico ou
Navas no gol (o costarriquenho se recupera de uma lesão), e
Verratti ou Gueye no meio (o italiano ainda busca o melhor
condicionamento depois de atuar 10 minutos na
semifinal).
As dúvidas
no time de Hansi Flick também são por motivos físicos. Boateng foi
substituído contra o Lyon no intervalo. Se não estiver apto para
começar, Süle deve entrar em seu lugar. Outra dúvida é sobre o
retorno do lateral-direito Pavard, movendo Kimmich para o
meio-campo. A tendência é que o polivalente alemão siga na linha de
defesa.
PSG:
Rico (Navas), Kehrer, Thiago Silva, Kimpembe e Bernat; Verratti
(Gueye), Marquinhos, Herrera; Di María, Neymar e Mbappé. Técnico:
Thomas Tuchel.