No Atlético, surpresa pode ser Vinícius como volante

Postado em 23/11/2019 12:09

Vinícius chegou ao Atlético no início desta temporada para brigar por posição com Cazares. O própio atleta se apresentou como um “camisa 10” e foi usado nesta função várias vezes. Com Vagner Mancini, porém, sofreu um “recuo estratégico” no dia a dia de treinamentos da Cidade do Galo. Passou a treinar como segundo volante, onde jogam, por exemplo, Elias e Gustavo Blanco (ambos machucados).

A mudança do meio-campo ofensivo para a “volância” é uma transição não muito rara no futebol brasileiro. Vários atletas seguiram esse mesmo caminho e acabaram se encontrando na função mais defensiva. No Flamengo, por exemplo, Gerson atua como um segundo volante, mas era, originalmente, um meia-atacante que atuava pelos lados. No Galo também há quem tenha traçado o mesmo roteiro.

O caso mais recente é o de Nathan. Meia de origem, o jovem jogador se transformou em volante no Atlético. Fez ótimos jogos e colaborou muito dando qualidade à transição ofensiva do time. Chegou a se firmar como titular da função, mas machucou e só volta em 2020. Pensando em um passado recente, o torcedor atleticano também pode se lembrar de Dátolo, meia argentino que fez muito sucesso em Belo Horizonte e, em dado momento, também jogou como volante.

Todos os jogadores citados se transformaram em volantes muito em função da qualidade de passe. Questionado sobre o tema, Vagner Mancini fez vários elogios a Vinícius e avaliou que essa mudança de posicionamento de alguns atletas é uma tendência no futebol atual, justamente porque as equipes sentem falta de atletas que armam o jogo com qualidade desde a fase defensiva.

“O Vinícius é um cara que sabe lidar muito bem com a bola. É importante falar uma coisa que só quem está em campo percebe: os atletas gostam de jogar com o Vinícius, porque ele faz a bola andar. É um cara que tem passe curto, muito preciso, tem a bola longa, arremata bem de fora da área. Há uma tendência no futebol desse meia, que já foi o meia ponta de lança, que passou a ser o meia armador, vir jogar como um segundo homem de meio-campo, para que você tenha uma saída de qualidade. A utilização do Vinícius (como volante) é pensando nisso” – disse o treinador.

“Curiosamente, na conversa que eu tive com ele, ele se mostrou disposto a, sem a bola, também ser um volante. Porque aí há a necessidade que ele seja um pouco mais empenhado em termos de combatividade. Você não pode ganhar de um lado e perder do outro. O Vinícius é um meia de origem, um cara que fez muitos gols. O Nathan é um belo exemplo disso. Outros times também vêm utilizando. Quando você joga em casa e tem uma tendência a ter uma posse de bola maior, chegar mais, precisar manipular mais o jogo, o encaixe dele acaba sendo bom”.

Vagner Mancini, inclusive, levantou a hipótese de Vinícius ser titular (como volante) neste domingo, às 16h00, contra o Athletico-PR, no Mineirão, pela 34ª rodada do Brasileirão. Ele disputa posição com Ramón Martínez.  O time deve ter: Cleiton; Patric, Léo Silva, Maidana e Fábio Santos; Zé Welison, Ramón Martínez (Vinícius), Luan, Cazares e Marquinhos; Di Santo.

Vinícius também falou sobre a possibilidade de atuar na nova função. Colocou-se à disposição, mas reconheceu que ainda precisa de alguns ajustes para render como volante.

“Eu estou sempre à disposição para fazer o que o treinador me pede. Se for a vontade do Mancini que eu atue como segundo volante, sem problemas, estou preparado. Eu sempre vou procurar fazer o meu melhor, seja na minha posição de origem ou em uma nova função. Minhas características são sempre voltadas para fazer o time jogar. Mas não tem nada certo, acredito que ainda serão feitos alguns ajustes. Caso surja uma nova oportunidade para mim, vou me doar ao máximo para ajudar o time”.

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