O jogador Kayck, que atuava pelo FC Helsingor, da Dinamarca, viu-se
envolvido em uma reviravolta surpreendente já no início da
carreira. Devido a questões burocráticas entre o clube europeu e o
Guarani de Divinópolis,
ele volta ao Brasil.
Kayck, que estava treinando e já
instalado na Europa, teve seu retorno ao Brasil motivado pela falta
de acordo entre as duas equipes. O FC Helsingor, ao que foi até o
momento explicado ao jogador e a família dele é que não houve
acordo financeiro a ser feito junto ao Guarani de Divinópolis.
O time de Divinópolis afirma que não
tem responsabilidade nenhuma sobre o que ocorreu e que a taxa
exigida/indenização é paga para a FIFA para que o jogador possa
atuar em clubes do exterior. “O Kaick não tem contrato nenhum com o
Guarani. A indenização devida é paga para FIFA e depois a FIFA faz
a distribuição. Inclusive o Tupi de Cajuru (caso o registro dele
tenha sido feito nos moldes corretos) teria direito”, afirmou o
Clube.
Uma tentativa de solução foi
apresentada pelo FC Helsingor, oferecendo 20% do passe do atleta ao
Bugre, na esperança de viabilizar a negociação. Essa proposta
visava assegurar que nem o jogador, nem os clubes envolvidos,
saíssem prejudicados. No entanto, o Guarani recusou a oferta,
resultando no retorno forçado de Kayck ao Brasil.
O jogador lamenta:. “Meu contrato com
Guarani é de amador. No Brasil o Guarani não tem direito a passe e
percentual posso sair para qualquer equipe. Existe uma taxa quando
os jogadores vão para o exterior que quase 100% dos times aceitam a
troca do valor em dinheiro por uma porcentagem de uma venda futura.
Pois a maioria dos clubes menores de fora não pagam o valor da taxa
e fazem o percentual futur.! O Guarani não quis abrir mão, e no
Brasil eles não têm direito a nada. Penso que eles poderiam ter
ficado com o percentual e pessoalmente não entendo o porque não
quiseram.
Acabaram tirando de mim a oportunidade de jogar na Europa”, disse
Kayck.