
O empate com o Fortaleza fez o Atlético chegar ao terceiro jogo sem vitória e amargar a pior sequência no ano. Duas derrotas e um empate. Resultados que o deixam estacionado na décima colocação, com um jogo a menos.
As goleadas sofridas nas últimas rodadas trouxeram uma maior pressão na Arena MRV. Nas arquibancadas, o pior público do clube no estádio: 20.089 torcedores acompanharam a partida.
Nas escolhas, Gabriel Milito optou por escalar uma linha defensiva com Bruno Fuchs, Igor Rabello e Maurício Lemos. Mais adiantados, Saravia e Scarpa atuaram abertos. Sem a bola, completavam a linha de cinco.
O que chamou a atenção foi a postura sem a bola. Diferente dos primeiros jogos com o Milito, o Galo não era tão agressivo e nem procurava recuperar a bola imediatamente.
Esse novo comportamento foi reconhecido por Rabello. Contra o Leão, o time realizou gatilhos para marcar em zonas pontuais do campo, como os lados do campo.
“Íamos pressionar em momentos específicos. Em um lado, daríamos o gatilho de pressão. Não é que não marcamos pressionado, mas fizemos no momento certo. Temos que organizar mais, não dá para pressionar na hora errada e tomar a bola no nosso campo”.
Mesmo assim, um erro defensivo fez o Galo sair atrás no placar. Em jogada pela esquerda, Pochettino aproveitou do erro na posição corporal de Fuchs para passar pelo zagueiro e acertar um passe para Breno Lopes. O atacante cortou para o meio — desequilibrou Fuchs — e teve tempo e espaço para certar um bonito chute.
O ataque passou apagado em boa parte dos 45 minutos. Scarpa pouco contribuiu na criação. Cadu não conseguiu reter a bola na frente, e Paulinho precisava recuar para auxiliar na construção – o que impactou no setor ofensivo.
A melhora só veio quando Alisson entrou na vaga de Saravia (lesionado) e deu um maior volume ofensivo nas jogadas individuais, com chutes de fora da área. Ainda sendo pouco para o Alvinegro.
O Atlético voltou melhor do intervalo. Atrás no placar, procurou se impor nos minutos iniciais e focar nas jogadas pelo lado direito. Alisson era o protagonista do setor e deu trabalho para a marcação do Fortaleza.
Essa superioridade ficou em xeque quando Alisson sentiu uma lesão após forte entrada aos 11 minutos. Brahian Palacios entrou no setor. Não precisou de muito tempo para o lado direito seguir como ponto alto e sair o gol de empate.
Em jogada do colombiano, Paulinho foi acionado na área de costas. Girou com liberdade, chamou a responsabilidade e acertou um bonito chute cruzado.
Se do lado atleticano existiu uma melhora ofensiva, o Fortaleza seguiu com boas oportunidades. Em parte delas, parou no detalhe. Em outras, Everson foi exigido e fechou o gol atleticano.
O empate não traz um alívio para a situação do Atlético. Milito segue com baixas no time e em busca de encontrar o equilíbrio. Tarefa que, a cada jogo, ganha situações para ele ter que superar na escalação Alvinegra.













