Diretor do Atlético fala de
dispensas e contratações
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Atualizado
em:24 de junho de 2019
09:44
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Depois de 10 dias em
folga, o time do Atlético-MG retorna aos trabalhos na Cidade do
Galo nesta segunda-feira. Neste período, a diretoria seguiu ativa
para fechar algumas decisões, principalmente na gestão do elenco. A
reapresentação da equipe, por exemplo, terá o retorno de Otero, que
volta de emprestimo da Arábia. Para o diretor de futebol Rui Costa,
o venezuelano é tratado como “reforço”.
Mas se alguns chegam,
outros saem e há nomes preparados para fazer as malas. Otero
retorna acompanhado de outros dois gringos – Lucas Hernández e
Ramom Martínez.
O
meia-atacante Leandrinho e o lateral-direito Renan Guedes não
continuarão para o segundo semestre e dão continuidade ao fio
puxado por Martin Rea.
Situação semelhante
vivem o lateral-direito Carlos César e o meia atacante Nathan. O
primeiro tem vínculo até julho e, assim como o atleta emprestado
pelo Chelsea (ING) até o último dia do mês, não sabe se fica ou se
irá embora. Rui prefere ter uma conversa com os atletas antes de
anunciar à torcida o destino deles.
Decisões estão sendo
tomadas. Não posso dizer ainda. O Carlos merece todo meu respeito,
respeito do Atlético. Pela história que tem no clube. Eu tenho que
conversar com os atletas primeiro. Já comunicamos o Leandrinho e o
(Renan) Guedes que não irão ficar. Fizemos isso falando
pessoalmente com os atletas. Eles irão se reapresentar na
segunda-feira, vamos avaliar uma série de coisas. Nosso grupo tem
muitos jogadores, temos que pensar em tudo. Mas não posso antecipar
nada enquanto não conversar com os jogadores pessoalmente. Tudo
pode acontecer.
Tudo no mesmo
patamar. Depende de conversas. Uma série de contingências a serem
consideradas. Nathan é a mesma coisa, não conversei com ele sobre
isso. Temos que ter o respeito com os atletas. Irei conversar já na
primeira semana de retorno. Entender cada lado para saber o que
podemos construir. Dizer que está fora ou dentro dos planos é… A
gente quer buscar os melhores caminhos. Vou conversar com ele
primeiro para entender onde podemos chegar.
Matheus Mancini, David
Terans…
– Aí é uma
situação diferente, porque são jogadores com contratos longos. É
outra abordagem, outra situação. Entender quanto eles esperam jogar
este ano, se eles querem jogar em outros clubes. É outro tipo de
abordagem, que também passa por conversar pessoal com os atletas
para tomar decisão. Mas é evidente que faremos algumas mudanças.
São ativos dos clubes, mas iremos buscar alternativas para que
tenhamos ativos sendo expostos, grupo reduzido para tornar o
trabalho mais qualificado.
Diminuição da folha e
tomada de decisões
– Estamos em busca
disso, qualificar os processos, de treinamento, de ativos, questões
financeiras. Meu papel é esse: aprimorar processos, seja de
equilíbrio financeiro, de qualidade técnica da equipe, de buscar
perfis diferentes de atletas para estar dispostos ao treinador.
Isso demanda mudanças, alterações, coisas que eu venho
diagnosticando nesses dois meses que venho praticamente vivendo o
clube 24 horas, sem família aqui, sem nada. Acho que este é o papel
que cabe ao executivo do clube que chega no meio da
temporada.
– Tomar
decisão na primeira semana são decisões sem conteúdo. Posso até me
equivocar na decisão, mas eu tomo decisão com lastro, com
avaliações profundas. Com coisas que podem ser ditas, outras de
foro interno do clube. Mas sempre com critérios muito claros de
avaliação de questões técnicas, de conduta. É isso que eu tenho que
fazer e vocês vão ver que eu vou fazer.
Retorno de
emprestados: Clayton e Denílson
– Clayton volta, mas
volta em meados de agosto, não é agora.
– Denílson
é nada definido. Vamos conversar. Não chegou nada de propostas para
nós, não basta chegar ao empresário, tem que chegar ao clube. Mas
enquanto não falar com os atletas, não é justo comunicar coisas. A
pergunta é pertinente, respeito o trabalho da imprensa, mas prefiro
falar primeiro com os jogadores para não atrapalhar o trabalho do
clube.
Hulk
perde espaço…
– O Hulk, hoje, a
tendência é ver alternativa para ele jogar. Conversei com ele, com
o empresário dele. É um jogador que vamos buscar espaço para ele
ter uma experiência fora do Atlético. Então, ele jogará 15, 20
jogos por temporada. Vai fazer ele crescer. E vamos
observando.
– É um ativo. Hulk é
um jogador precioso do clube. Um menino que tem muito talento.
Conversei bastante com ele. Mas é aquilo que vivi em todos os
clubes que passei. Às vezes, jogador da casa tem que ter
“minutagem” fora, para ser uma realidade. O peso da camisa para
quem é da base é muito grande. Lançar esse jogador tem que ter
sensibilidade. Quando eu cheguei aqui, havia uma crise, ninguém
prestava. Você coloca o Hulk, você está o que? Desvalorizando o
Fábio Santos, que para mim é um dos melhores laterais esquerdos do
Brasil.
…e
Fábio Santos ganha concorrência
– Fábio voltou (a
jogar bem) porquê? É a confiança, é a palavra do treinador, do
executivo, do clube. Isso chega no jogador. Trouxemos um lateral
porque eu entendo que em cada setor nosso temos que ter duas
alternativas de alto nível, é assim que o Palmeiras está caminhando
para mais um título, eles têm três em cada setor de altíssimo
nível. Em um campeonato longo, de regularidade, faz diferente. O
menino da base tem que ser a tua terceira opção, para batalhar em
busca de ser a segunda e, com tranquilidade, trabalhar para ser a
primeira.
Monitorando jogadores
emprestados
– Eu recebo relatórios
semanais, tem um profissional do clube que avalia cada jogo de
atletas nossos emprestados, onde estão, como jogam, sistema tático.
E vamos monitorando e aprimorando isso cada vez mais, com controle
tático, material na mão do treinador. Temos que saber que um
jogador nosso, por exemplo, jogando no Cazaquistão está jogando de
volante, de meia e jogando bem. Então, eu não precisarei contratar
um meia para o ano que vem, porque o meu meia vai voltar de
empréstimo da base. Ou o contrário, vou ter que contratar porque
esse meia não conseguiu jogar. É uma montagem justa de
elenco.
Retorno de
Otero
– Sou
suspeito para falar do Otero. Eu tentei contratar ele quando eu
estava no Grêmio. Ele nos enfrentou por um time da Venezuela. Ele
tinha um cabelo estranho na época. Eu tentei contratá-lo, estive
próximo disso porque via nele o que o Atlético viu e o mundo todo
viu. Estou tratando a volta do Otero como grande contratação.
Tivemos conversa com ele já, nossa diretoria o convocou, os
contratos são claros e ele se reapresenta segunda-feira. Ele joga
de 10, de 8, pode jogar em qualquer posição daquela linha de três.
É um belo jogador. Ele tem um arremate de meia distância que poucos
no Brasil tem. Isso faz muita diferença no futebol hoje. Em
detalhes que se ganham um jogo.
Mercado
sul-americano
– Adoro o mercado
brasileiro e, por mim, contrataria muitos jogadores brasileiros. Só
que o mercado brasileiro te apresenta os melhores jogadores no
Flamengo e no Palmeiras. E os jovens jogadores brasileiros, e a
gente tentou vários, são 8 milhões de euros, 10 milhões de euros, 5
milhões de euros por 40%. Os jogadores que podem vir a jogar no
Atlético, são caros, no Brasil. Então, buscamos alternativas,
criatividade no mercado que te proporciona, por exemplo, Vamos num
jogador do Peñarol, jogador importante no Paraguai, ou na
Argentina. É um mercado com preços mais razoáveis. Só ver a seleção
uruguaia jogando, a própria seleção sub-20 do Equador
(semifinalista do mundial da categoria).
Propostas para
venda?
– Não chegou nada para
nós. Absolutamente nada. Eu não trabalho com suposições, com
hipóteses. Chegou documento timbrado, com assinatura do presidente
do clube, eu levo imediatamente ao meu presidente para discutir. O
importante é segurar os jogadores aqui, equipe forte para um
segundo semestre que pode ser histórico para nós.