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Cuquinha resume momento do Atlético: “Inadmissível”

Postado em 28/06/2021 14:13

Três partidas e nenhuma vitória. Nove pontos disputados e apenas um conquistado. Os números ilustram que o momento do Atlético no Brasileirão é de instabilidade. Como se não bastassem as ausências em campo, o Galo também teve de conviver, nesse domingo, com o desfalque do técnico Cuca. Suspenso pela expulsão depois do jogo contra o Ceará, ele foi substituído pelo irmão – e auxiliar – Cuquinha, que explicou (ou tentou explicar) a má fase alvinegra.

“Disputamos nove, conseguimos um ponto só. Pros nossos objetivos, que é estar na ponta, buscando título, é inadmissível. Vamos ter que correr atrás. (…) Vai fazer falta lá na frente, sim, com certeza. (…) E a instabilidade do time, eu não tenho como te explicar. Não é isso que a gente trabalha, não é isso que a gente treina”.

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Apesar de destacar que isso não pode ser usado como desculpa, Cuquinha mencionou os vários desfalques com os quais o Galo tem lidado. Nas últimas três partidas, o time teve sempre, no mínimo, 13 ausências.

A boa notícia é que alguns desses jogadores podem retornar já na quinta-feira, contra o Atlético-GO, no Mineirão, pela oitava rodada. Entre eles está Nacho Fernández, meia que faz, segundo o próprio auxiliar, muita falta.

O argentino teve o teste positivo para Covid-19 divulgado pelo Atlético no último dia 21. Contando aquela segunda-feira já como um dia de isolamento, o 10º dia (período mínimo de quarentena para atletas sem sintomas) seria o dia 30, quarta-feira, véspera do duelo com o xará goianiense.

“Não tenho certeza, mas acho que, na quinta-feira, ele vai estar disponível já. Lógico que, com a Covid, não vai estar 100%, mas acho que já vai estar à disposição. Faz muita falta. Faz falta o armador, faz falta o jogador que chama a responsabilidade, faz falta até para a criatividade do time, que mais uma vez ficou devendo”.

Na atual temporada, Keno não é, nem de longe, o jogador que foi para o Atlético-MG em 2020. Cuquinha foi questionado sobre a queda de rendimento do camisa 11. Não seria o momento de preservá-lo? A decisão cabe ao irmão: Cuca.

“Não sei se isso é o ideal, mas não sou eu que tenho que… Hoje não posso te responder, isso aí é uma coisa que o Cuca teria como responder. Mas o Keno está tentando, está se esforçando, está treinando forte, se dedicando ao máximo, mas não está acontecendo no dia do jogo. Mas é um cara que vai ajudar muito ainda. Tenho certeza que daqui a uns dias ele vai dar a volta por cima e vai ajudar a gente, como já ajudou ano passado”.

“Não é desculpa nenhuma, mas quando você tem 12 desfalques, os jogadores que vêm de Covid não vêm 100%, isso afeta um pouco. Mas não é desculpa, não. Tem que trabalhar. Agora é fechar a boca e trabalhar mais e mais pra conseguir os resultados”.

“Sim, isso foi nítido. Fica espaçado, as linhas ficam longe uma da outra. E a gente treina. A gente vem, chama, conversa. Os jogadores, que entraram, são jogadores para ganhar jogos mesmo. Eu concordo. São todos jogadores experientes, renomados. Só que não ganha jogo só com nome. Tem que ralar lá dentro, dar um algo mais, que está faltando um pouco pra gente. Mas é como falei antes: fechar a boca, trabalhar bastante e dar a volta por cima”.

“O emocional fica abalado, lógico. Pela circunstância do resultado no Ceará, tomando gol no último minuto, pelo resultado de hoje (domingo), tomando o segundo gol (no fim), mas já estava perdendo. Mas não pode tomar gol do jeito que tomou. Além do Brasileiro, daqui a uns dias começa o mata-mata de Libertadores, de Copa do Brasil. E a gente tem que trabalhar o todo. Não podemos oscilar do jeito que está oscilando, fazer três, quatro partidas boas, daqui a pouco três, quatro irregulares. Tem que manter um padrão, e isso a gente está tentando. Não está tendo tempo de trabalhar, jogo domingo, quarta. Mas não é desculpa. Temos que trabalhar, melhorar a cada dia, melhorar o aspecto emocional, que está abalado. Mas não pode se entregar. Temos que batalhar, trabalhar e colocar o Atlético disputando pra fechar o turno na parte de cima da tabela, pra quem sabe dar uma arrancada no segundo turno e conquistar o título ainda”.

“O que dá pra tirar de proveito, dos últimos jogos, é isso aí: os meninos que foram lançados, devido às circunstâncias, e mostraram que têm personalidade, que podem dar muita alegria ainda pra torcida do Atlético. Isso dá pra tirar de proveito. Com certeza estarão no grupo. A gente sempre trabalha. Quando (a atual comissão) chegou, tinha 30 e tantos jogadores. Não tem problema. Quanto mais jogador, melhor. Quem se sobressair nos treinos vai jogar. Foi sempre assim. O que tira de proveito dos últimos três jogos foi lançar esses meninos aí, que vão ajudar muito o Atlético ainda”.

“O elenco é forte, mas hoje são 13 desfalques. Alguns vindo de Covid, que não estão 100%. Então, você não pode contar com todos. Mas em relação a reforços, isso não cabe a mim falar alguma coisa. Sei que o elenco do Atlético é forte, é um elenco que foi escolhido a dedo; Quando está todo mundo à disposição, se torna um time muito forte. E às vezes, mesmo no papel tendo jogadores de expressão, não está surtindo o efeito que a gente espera. Mas o elenco é forte, sim, e a gente vai dar volta por cima. Vamos trabalhar como um bom mineiro, comendo pelas beiradas, e a gente vai passar esse momento, chegar forte nas competições de mata-mata, disputar na parte de cima do Brasileiro e, como eu frisei, chegar bem no segundo turno, na parte alta, pra poder disputar o título”.

 

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