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Cruzeiro também apresenta suas contas com uma dívida de R$ 900.000.000,00

Postado em 24/04/2021 12:13

Os conselheiros do Cruzeiro receberam, no fim da noite desta sexta-feira, o balanço financeiro do clube referente a 2020. E os números, apesar de mostrarem o freio no crescimento da dívida global chegou a R$ 897 milhões, mostraram que o clube teve o segundo pior resultado líquido da história: R$ 226,5 milhões no ano passado, reflexos ainda do desastroso exercício de 2019.

O resultado líquido, entretanto, é um pouco diferente do “resultado real” das finanças cruzeirenses. Os números poderiam ser piores. É que no cálculo foram incluídas as contingências (na casa dos R$ 60 milhões positivos e que não representam caixa) e também o acordo com a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (R$ 152 milhões negativos).

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No fim das contas, o resultado real chegaria a R$ 262 milhões negativos em 2020. O resultado líquido é o segundo pior da história, mas ainda está longe do de 2019, quando o clube registrou R$ 394 milhões negativos. A dívida a curto prazo ainda é um temor: R$ 327 milhões a serem pagos em um ano.

O Cruzeiro conseguiu um passo importante: frear o crescimento da dívida global em 2020. Tudo, principalmente, por causa do acordo com PGFN. Este resultado fez a dívida cruzeirense regredir em relação aos números apresentados dos três primeiros trimestres de 2020: dívida chegou a R$ 1,036 bilhão.

Com a queda para a Série B do Brasileiro e a pandemia do novo coronavírus, o Cruzeiro teve um importante decrescimento da receita gerada. Se em 2019 acumulou R$ 280,8 milhões, em 2020, foram R$ 118,8 milhões. Quedas no período:

  • Venda de atletas (de R$ 108 milhões para R$ 23 milhões)
  • Televisão (de R$ 103 milhões para R$ 40 milhões)
  • Bilheterias (de R$ 18 milhões para R$ 1 milhão)

Uma parte das receitas que não caiu, mas cresceu foi a de patrocínios. A tendência de crescimento já havia sido registrada no último balanço trimestral. Em 2020, o Cruzeiro embolsou R$ 33 milhões, contra R$ 26 milhões em 2019. Ampliação de R$ 7 milhões. A arrecadação com o programa de sócios acabou caindo. Em 2019, foram R$ 14,1 milhões, enquanto, ano passado, foram R$ 11,8 milhões.

Os gastos com o futebol chegaram a R$ 250 milhões no período. Muito menos que os R$ 438 milhões gastos em 2019, quando o Cruzeiro foi rebaixado para a Série B do Brasileiro. Mas mais, em números frios, do que 2016 e 2017. Corrigidos, os valores daqueles anos ultrapassariam o gasto no ano passado.

Neste miolo, o Cruzeiro teve muito menos gastos com a aquisição de direitos econômicos, com viagens e liberação de atletas, por exemplo. Entretanto, aumentou consideravelmente o valor em “acordos e indenizações”. Foram R$ 36 milhões em 2020 contra R$ 5,5 milhões em 2019. Fruto do grande volume de saída de atletas e acordos.

É possível notar a redução do curto prazo em R$ 298 milhões em comparação 31/12/2019, em contrapartida aumento no passivo não circulante de R$ 391 milhões. Essa situação permitiu ao clube ter uma melhoria no fluxo de caixa – diz a nota do clube.

Algumas despesas, no profissional, não tiveram tanta queda assim em relação a 2020, quando o volume de recursos era maior. Por exemplo, o pagamento de direitos de imagem caiu de R$ 19 milhões para R$ 15 milhões. O pagamento a intermediações caiu levemente de R$ 3,5 milhões para R$ 2,8 milhões.

Nas categorias de base, esportes amadores e clubes sociais, as despesas caíram pela metade pelo balanço apresentado. Foram de R$ 66 milhões para R$ 33 milhões.

Quanto aos empréstimos, o Cruzeiro passou de 142 milhões para R$ 128 milhões. O clube manteve linhas de crédito com quatro instituições financeiras e ainda manteve no mesmo patamar (de R$ 50 milhões para R$ 49 milhões) os empréstimos com pessoas físicas e jurídicas, mas não financeiras.

O balanço financeiro será votado na próxima quinta-feira. A sessão será telepresencial em virtude das recomendações para cuidados diante da pandemia do novo coronavírus.

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