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Cruzeiro registra saldo positivo de R$ 66 milhões na janela de transferências, mas perde dois titulares importantes

A janela de transferências do futebol brasileiro foi encerrada na última sexta-feira, dia 11 de maio, marcando um período de movimentação intensa para o Cruzeiro, especialmente sob a gestão de Pedro Lourenço, que assumiu a administração da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do clube em abril de 2024. Após um período de altos investimentos, o clube celeste terminou o período com um saldo positivo de aproximadamente R$ 66 milhões, resultado de uma estratégia que envolveu tanto contratações quanto vendas de jogadores, embora tenha deixado lacunas no elenco devido à saída de dois titulares considerados essenciais.

Durante a janela, o Cruzeiro realizou 13 saídas e sete aquisições, investindo cerca de R$ 118 milhões em novas contratações e recebendo aproximadamente R$ 184 milhões com negociações de jogadores. Essas movimentações refletiram uma postura agressiva do clube no mercado, buscando reforçar o elenco e equilibrar as finanças ao mesmo tempo. Entre as principais vendas, destacam-se Kaiki, lateral-esquerdo, e Christian, meia, que foram negociados por valores expressivos. Kaiki foi transferido para o Como-ITA por 14 milhões de euros (cerca de R$ 82 milhões na cotação atual), enquanto Christian foi vendido ao Krasnodar, da Rússia, por 10 milhões de dólares (aproximadamente R$ 54 milhões). Ambos eram titulares absolutos sob comando do técnico Artur Jorge e suas saídas criaram lacunas que ainda não foram completamente preenchidas pelo elenco.

Outra venda de destaque foi a de Kauã Prates, jovem atacante que foi negociado com o Borussia Dortmund, da Alemanha, por 7 milhões de euros fixos (R$ 41 milhões). Além disso, o negócio foi estruturado de modo a potencializar ganhos adicionais de até 5 milhões de euros, dependendo do alcance de metas estabelecidas no contrato. Essas transações ocorreram ao longo de 2024, com Kauã sendo negociado inicialmente em fevereiro e a efetivação da venda ocorrendo apenas em julho.

Alguns jogadores também deixaram o clube por empréstimo, como Walace, Chico da Costa e Matheus Cunha, considerados fora dos planos do técnico Artur Jorge. Essas saídas tiveram o objetivo de liberar espaço no elenco e dar oportunidade a novos atletas.

No mercado de contratações, o Cruzeiro buscou reposições para preencher as lacunas deixadas por Kaiki e Christian. Para a lateral esquerda, o clube trouxe Gabriel Rojas, ex-jogador do Racing, da Argentina, enquanto Gabriel Pec, do LA Galaxy, dos Estados Unidos, foi contratado pelo maior investimento da janela. Contudo, ambos ainda enfrentam dificuldades de adaptação ao time, especialmente Pec, que sofreu uma grave lesão logo em sua segunda partida e ainda não teve oportunidade de atuar como substituto de Christian. A expectativa é que ele esteja disponível a partir de outubro.

A diretoria celeste também apostou em empréstimos para reforçar o elenco, trazendo nomes como João Costa, Lucho, Wesley e Matías Viña. Além disso, uma contratação diferenciada foi a do jovem Zé Lucas, de 18 anos, considerado uma joia do futebol brasileiro, que veio do Sport por R$ 25 milhões. Essa movimentação demonstra a intenção do clube de apostar na formação de talentos e na renovação do elenco.

Os valores das operações financeiras, embora não oficialmente divulgados pelo clube, foram obtidos por apuração da reportagem. Entre as vendas, Kaiki e Kauã Prates foram as negociações mais expressivas, enquanto as contratações mais relevantes incluíram Gabriel Rojas e Gabriel Pec, com destaque para o investimento feito na chegada do atacante norte-americano.

Apesar do saldo financeiro positivo, a saída de jogadores considerados titulares evidencia que o Cruzeiro ainda enfrenta desafios na formação de um elenco equilibrado e competitivo para as próximas fases da temporada.

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