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Cruzeiro perde, freia reação e volta ao Z4.

Postado em 04/10/2020 11:42

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O Cruzeiro, mais uma vez, não conseguiu fazer o que Ney Franco quer: emplacar “seis ou sete rodadas” pontuando na Série B. Desta vez, o freio aconteceu com a derrota por 1 a 0 para o Cuiabá, em um jogo de velhos problemas e de uma imaturidade que beira o absurdo. O time preferiu contar com dois pássaros voando do que com um na mão.

Depois de uma vitória inquestionável contra a Ponte Preta, com 15 finalizações, 3 a 0 no placar e volume para construir uma goleada histórica, o time voltou a ser o que mais foi em 2020: improdutivo. A única chance clara de gol foi com Sassá, no início da partida. O goleiro João Carlos foi espectador, e o alento que o torcedor teve no meio de semana vai embora na rodada seguinte, como aconteceu com a derrota por 3 a 1 para o CSA, depois do triunfo contra o Vitória, nos primeiros jogos de Ney.

Maurício e Régis, mais uma vez, mostraram que não são confiáveis. Depois de aparecerem muito bem contra a Ponte Preta, na quarta, fizeram um jogo apagadíssimo. Principais responsáveis pelo setor de criação, não conseguiram municiar os atacantes.

Importante ressaltar que Ney Franco optou por utilizar Régis pela direita, tirando-o do centro, onde foi bem contra a Ponte e em outros jogos. Sem Airton (suspenso) e com Maurício, a velocidade praticamente inexistiu no time do Cruzeiro. Arma importantíssima dessa equipe, o garoto Matheus Pereira também foi discreto. Outro que não conseguiu repetir o nível de atuação contra o Cuiabá foi Arthur Caíke. Infiltração não existiu.

A verdade é que Fábio também não foi incomodado. Mas, a diferença é que o Cuiabá, mesmo distante de apresentar futebol que o fez líder, colocou na rede a única chance que teve, criada por uma infantilidade sem tamanho do Cruzeiro.

Precisava vencer? Claro que sim. Diante do que (não) tem feito desde o início da Série B, precisa engatar uma série de vitórias, seja contra quem for, para tentar brigar pelo acesso. Mas, depois de vencer a Ponte (então terceira colocada) e tendo pela frente dois times que estão na parte baixa da tabela (Sampaio Corrêa e Oeste), era necessário tentar, a todo custo, o gol da vitória aos 49 minutos, da maneira como foi?

Uma falta sofrida no meio-campo, daquelas em que se gira a bola e acaba o jogo. O Cruzeiro, que não havia feito absolutamente nada para merecer vencer, tentou conseguir os três pontos mandando os dois zagueiros e um dos seus dois volantes para a área, onde jogaria a bola “de grila”. Na cobertura, ficaram dois garotos (um deles cansado, que era o Matheus Pereira) e o cobrador da falta, que foi o Filipe Machado. Ele errou o bote, a defesa não recompôs, e os homens de velocidade do Cuiabá decidiram o jogo: Yago e Felipe Marques, ambos descansados.

 
Por Guilheme Macedo

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