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Cruzeiro diminui risco de queda após chegada de Felipão.

Postado em 13/11/2020 12:13

Já são sete jogos de invencibilidade, cinco sob o comando do técnico Luiz Felipe Scolari. Desde que o treinador assumiu o Cruzeiro, após a 16ª rodada da Série B do Brasileiro, o time não perdeu mais e saiu da zona de rebaixamento. Essa sequência sem derrotas no campeonato é a maior obtida pelo time celeste, que antes só tinha ficado três partidas seguidas sem perder.

Os bons resultados de Felipão com o Cruzeiro tiraram o time da zona da degola, e o risco de rebaixamento caiu consideravelmente. Após o empate por 0 a 0 com o Juventude, na 16ª rodada, as chances do Cruzeiro de queda para a Série C eram de 56,7%. Quando Felipão assumiu, o Cruzeiro estava em penúltimo lugar na tabela. Hoje, após cinco partidas, a equipe subiu para a 15ª posição, e o risco de rebaixamento caiu para 17% – uma diminuição de quase 40 pontos percentuais.

Após o empate por 3 a 3 com o Guarani, na última rodada, o treinador ressaltou que o objetivo principal é tirar o Cruzeiro da situação complicada em que se encontrava para só depois pensar em G-4.

“Nós não estamos pensando em classificação, nós estamos pensando primeiro em sair da dificuldade, e sair dessa dificuldade custa um pouco mais, porque ficamos lá em baixo nove ou dez vezes, entre o 16º, 17º… então, temos que saber o momento de fazer as coisas. Estou tentando mostrar a eles (jogadores) que é esse o nosso caminho. Primeiro, sair de onde estamos, com calma, com disciplina, com vontade”.

Felipão tem os pés no chão. Os sete jogos sem perder afastaram um pouco o time do Z-4, mas as possibilidades de acesso à Série A ainda são muito pequenas. Quando o treinador chegou, as chances de classificação eram de apenas 0,71%. Atualmente, esse número subiu para 2,1%. O professor de matemática da UFMG, Gilcione Nonato Costa, explica a situação do Cruzeiro na tabela.

“As chances de acesso são pequenas, pois o Cruzeiro está a 10 pontos do quarto quarto colocado, que possui um jogo a menos. E há o Sampaio Corrêa, com 31 pontos e 2 jogos a menos. E a tendência é que o quarto colocado obtenha mais que 60 pontos. Por isso, o Cruzeiro teria que fazer mais de 36 pontos, em 51 possíveis, ou seja, um rendimento melhor do que o atual líder do campeonato”.

Em cinco jogos à frente da Raposa, Felipão conseguiu três vitórias e dois empates. Antes disso, completam a série invicta, dois empates com Juventude e Oeste. O alto número de empates estão atrapalhando o Cruzeiro de alcançar chances maiores no campeonato.

“Essas chances (de classificação) já foram um pouco maiores (3,3%), mas com o empate com Guarani, passou a ser de 2,1%. E ainda faltam os demais jogos da rodada”.

Os números de estatística podem mudar bastante de uma rodada para outra, dependendo do resultado da partida. Gilcione esclarece como funciona o trabalho de estatística da UFMG.

“As probabilidades levam em consideração o resultado de uma partida e considera o adversário em questão. Se perder ou empatar frente a um time considerado fraco é penalizado com mais intensidade nos parâmetros do modelo. Tais parâmetros são disponibilizados no site, que é a tabela de probabilidades”.

O Cruzeiro só volta a campo agora na próxima sexta-feira, dia 20, contra o Figueirense, pela 22ª rodada da Série B do Brasileiro.

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