Pular para o conteúdo

Cruzeiro conversa com investidores para virar clube-empresa.

Image

O Cruzeiro aguarda a aprovação do projeto de lei sobre clube-empresa no Senado Federal para encaminhar a transformação da associação civil para uma S.A. Segundo o presidente Sérgio Santos Rodrigues, o caminho poderá ser buscar a recuperação judicial e, ao mesmo, tempo firmar a parceria com um investidor internacional.

Em live apresentada pela TV Senado, na última sexta-feira, o dirigente do Cruzeiro revelou que o interesse é na busca pelo capital estrangeiro, sinalizando que o investidor buscado também precisa já ter experiência no futebol.

“O modelo que o Cruzeiro busca é um pouco diferente. A associação civil será sócia do S/A do futebol. A gente busca um investidor internacional, que tenha experiência no ramo do futebol. Isso que a gente quer: quer um fundo de investimento que agregue com know how também (…) ao se tornar empresa, naturalmente, a gente pode ir o caminho do Figueirense, que é da recuperação judicial, que eu estou brigando, para os clubes entenderem que é um caminho”.

O Cruzeiro já está em estudo e arquitetando o formato internamente. Sérgio Santos Rodrigues acredita que a desvalorização do real em relação a moedas estrangeiras como dólar, euro ou libra será uma das atrações para o investidor estrangeiro. Mas citou outras.

“Primeiro, acho que o grande aspecto é a valorização do dólar em relação ao real. Então, isso aí, qualquer pessoa que vier de fora, seu dinheiro vai valer, seis, sete a mais. Se vier da Inglaterra, oito vezes mais que nosso dinheiro. E segundo, no mercado de ativos, qualquer investidor que pensar na forma de gerar recurso é muito atrativo. E temos matéria. Tem jogador para todo lado. Se pensar que o dinheiro vale muito, o meio é bom. Para os estrangeiros, seria um investimento maravilhoso. Isso que a gente vende e diz na conversa que já tenho com investidores estrangeiros”.

O estatuto do Cruzeiro já permite que o clube se transforme em um clube-empresa. Entretanto, obriga que o clube seja majoritário nas ações. O dirigente garantiu que o nome, as cores e as tradições serão mantidas.

“O Cruzeiro, certamente, até pelo nosso estatuto, na S.A. do Futebol continuará sendo sócio de pelo menos 51% das ações. É óbvio que vamos manter o nome, as cores, tudo em respeito à nossa tradição”.

Para o presidente do Cruzeiro, o principal benefício – com o clube virando clube-empresa – será a entrada de recursos, que servirão para pagar dívidas.

“Pagar (dívidas), tem que pagar de qualquer jeito. A gente não pode deixar de pagar. Mas a grande vantagem é essa, é a forma mais segura de captação de recursos é essa, através do investimento em ações da Sociedade Anônima do Futebol. Quando queria captar recursos, a gente atraia investidores para comprar percentuais de jogadores. Mas agora está proibido pela Fifa. Agora se faz um mútuo entre os clubes. Mas, depois, esse dinheiro tem que voltar depois”.