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Blog do Leo Lasmar – Com contratações de mais de R$ 200 milhões, Atlético não pode terminar partida com zagueiro no ataque.

Postado em 02/04/2021 12:27

O Atlético perdeu a invencibilidade no Mineiro com uma derrota justa para a Caldense. Depois de um primeiro tempo de razoável para ruim, a equipe de Cuca foi dominada pela Veterana na segunda etapa, e o time da casa mereceu vencer. O Ronaldão teve em seu gramado uma atuação pobre do Galo, com poucas alternativas e desempenhos individuais bem abaixo do esperado.

O gramado fofo, é verdade, dificultou o jogo do Alvinegro. E a Caldense, com um time organizado e muito dedicado, também tem muitos méritos. Nada disso justifica, porém, a queda brusca de desempenho do Atlético em relação aos cinco jogos inicias da temporada. O que se viu foi um time que pouco incomodou o adversário e que, quando falhou na defesa, sofreu dois gols e viu os três pontos irem embora.

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Sobre a escalação inicial, chamou atenção a manutenção de Mariano como titular na direita. Aparentemente, o experiente jogador larga na frente de Guga nesta disputa. Além disso, Gabriel ganhou espaço para atuar ao lado de Junior Alonso. Do meio para frente, um time previsível e pouco produtivo. Keno, ainda longe da forma ideal, marcou de cabeça, mas foi só. Hulk esteve muito apagado nas duas funções em que foi usado (ponta direita e falso 9). Vargas também foi mal.

Faltaram, então, alternativas. Uma deu certo: a entrada de Savarino melhorou o time. Hulk é muito bom jogador e foi contratado com status de estrela internacional, mas não dá para esquecer do venezuelano. Há, sim, disputa por titularidade na ponta direita. Essa foi, porém, a única tentativa bem-sucedida de Cuca nas trocas. Hyoran entrou mal, assim como Eduardo Sasha. Marrony também não conseguiu fazer muita coisa.

Igor Rabello de atacante: “desespero” que não condiz com a grandeza do projeto do Galo

A outra substituição foi a que mais chamou atenção. No desespero, nos minutos finais, Cuca colocou Igor Rabello no jogo. Mas não como zagueiro, e sim como centroavante. Assim como fazia em ocasiões de exceção na primeira passagem pelo Galo, entre 2011 e 2013, com Leonardo Silva, o treinador deixou o zagueiro preso no ataque, para tentar brigar por bolas aéreas e empurrar alguma bola salvadora para o fundo das redes – que, naquele momento, renderiam no máximo um ponto.

Não aconteceu. O Galo perdeu o jogo, a primeira derrota da temporada. Não há razão para desespero. É o início de 2021, o time é bom e tem muito pela frente. Existem boas perspectivas. Mas, falando em desespero, a tentativa de Cuca com Rabello centroavante não combina com o tamanho do atual projeto atleticano. É muito pouco, para um elenco milionário, contra uma equipe de Série D, depender de zagueiro marcando de cabeça, nos acréscimos do segundo tempo, para voltar de Poços de Caldas com um ponto.

Com as opções que tem no elenco, Cuca pode (e precisa) ter mais (e melhores) alternativas. Se faltam atletas com algumas características específicas, o técnico precisa solicitar. Se falta entrosamento, ele precisa ser perseguido. Já tem Libertadores neste mês. Cuca veio ao Atlético destacando que era um momento totalmente distinto se comparado à primeira passagem. De fato é. E, se é tudo diferente, as alternativas não podem ser iguais. O Galo, hoje, precisa de mais.

Por Guilherme Frossard – GE

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