Galo teve dificuldades no Uruguai, até cresceu de produção na etapa final, mas vacilou em cobranças de falta e levou gol de Lucas Hernández, lateral que passou pelo clube
Em noite em que ficou longe de seu melhor futebol e ainda sofreu com a ‘lei do ex’, o Atlético viu cair a invencibilidade sob o comando do técnico Gabriel Milito. Após nove vitórias e três empates, o time perdeu para o Peñarol por 2 a 0 na noite desta terça-feira (14), em Montevidéu, pela quinta rodada da fase de grupos da Copa Libertadores.
Em busca de confirmar a liderança do Grupo G de forma antecipada, o Atlético entrou em campo com uma formação diferente, com o zagueiro Jemerson na vaga de Gustavo Scarpa, meia que havia acusado desgaste muscular.
Sem Scarpa, a defesa do Atlético foi montada com Fuchs pela direita, Battaglia centralizado e Jemerson na esquerda. Mas o principal efeito foi sentido na criação das jogadas.
Mesmo que o Atlético ainda tivesse
mais posse de bola, os donos da casa criaram as melhores chances. A
primeira delas com Leo Fernandez, em cobrança de falta, que Everson
salvou. A bola parada uruguaia viria a ser decisiva na partida.
O Galo até respondeu com Battaglia, que finalizou de calcanhar após
cobrança de escanteio e quase marcou um golaço, mas foi pouco.
Everson, que completava sua 38ª partida de Libertadores com a camisa do Galo, teve que mostrar serviço. Em lance que Sequeira recebeu dentro da área, o goleiro colocou pra escanteio
O meio-campo ficou ainda mais
vulnerável depois que Otávio sentiu uma fisgada na coxa e deu lugar
a Igor Gomes.
No fim da primeira etapa, o Peñarol ainda teve uma chance incrível:
Sequeira recebeu livre na área, mas finalizou por cima,
praticamente de frente para Everson.
Segundo tempo
No retorno do intervalo, Milito promoveu a entrada de Vargas na vaga do amarelado Alan Franco. Só que o chileno apareceu mais atuando vindo de trás, para tentar se aproximar de Paulinho e Hulk.
Como o quadro pouco se alterou,
Milito nem esperou muito. Aos 11, colocou o prata da casa Alisson
na vaga de Jemerson, mudando a formação tática da equipe. E o time
até cresceu de produção, mas acabou castigado nas chamadas ‘bolas
paradas’.
Aos 23 minutos, em cobrança de falta de Leo Fernández, a bola
explodiu na trave e, no rebote, o lateral-esquerdo Lucas Hernández,
ex-Galo, abriu o placar.
Minutos depois, quase filme repetido: nova cobrança de falta de Leo
Fernández, Everson espalmou para dentro da área e a bola sobrou
limpa para Maxi Silveira ampliar.
Daí em diante, houve pouco futebol. O Atlético teve poucas
oportunidades claras e o time uruguaio gastou o tempo que pode e
conseguiu segurar a vitória.
Ficha técnica
Peñarol 2×0 Atlético
Peñarol
Aguerre; Milans, Léo Coelho, Guzmán Rodríguez e Maxi Olivera; Leo
Fernández (Angel González), Eduardo Darias, Damián García
(Cristofóro) e Gastón Ramírez (Ignacio Sosa); Maxi Silvera (Acosta)
e Leo Sequeira (Lucas Hernández). Técnico:
Diego Aguirre
Atlético
Everson; Saravia, Jemerson (Alison), Bruno Fuchs e Guilherme Arana;
Otávio (Igor Gomes), Battaglia, Alan Franco (Vargas) e Zaracho;
Paulinho e Hulk. Técnico: Gabriel Milito
Motivo: quinta
rodada fase de grupos da Libertadores
Local: Estádio Campeón del Siglo, em Montevidéu,
no Uruguai
Árbitro: Wilmar Roldan (Colômbia)
Auxiliares: Alexander Guzman e Jhon Gallego
(Colômbia)
VAR: Leonard Mosquera (Colômbia)
Gols: Lucas Hernández e Maxi Silvera (P)
Cartões amarelos: Alan Franco, Paulinho, Vargas,
Fuchs (A), Darias, Ignacio Sosa, Milans (P)
fonte:www.otempo.com.br/sports/atletico















