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Atlético fala em contratações “certeiras” para 2021.

Postado em 18/12/2020 11:53

O ano de 2020 caminha para o fim, e o Atlético tem apenas mais uma partida antes da virada para 2021. A temporada é atípica e, em plena véspera de natal, o Brasileirão segue em andamento e ainda tem 12 rodadas a serem disputadas. De toda forma, o planejamento para o próximo ano começa a ser assunto no Galo, especialmente considerando que um novo presidente (Sérgio Coelho) foi eleito.

O mandatário, inclusive, já dá as primeiras declarações sobre 2021. Nessa quinta-feira, falou que o Atlético fará “contratações pontuais”. Pensando em posições, a lateral-esquerda (que só tem Arana), a “volância” (que só tem Jair e Allan) e o meio-campo criativo aparecem como posições, a princípio, carentes, por mais que Sampaoli, hoje, esteja satisfeito com o elenco que tem em mãos. Além disso, um estilo específico de jogador está em falta no grupo alvinegro: “o cara da bola parada”.

Puxando pela memória, o atleticano se lembra com clareza dos grandes títulos que o clube conquistou na década. Na Libertadores de 2013, Ronaldinho fazia a diferença com a bola rolando, mas também era essencial nos lances de bola parada. O mesmo aconteceu com Dátolo, campeão e protagonista na Copa do Brasil 2014. O time de Sampaoli, vice-líder da Série A, não tem esse jogador.

Em escanteios, o Atlético até tem um aproveitamento razoável. Guilherme Arana e Savarino são os cobradores mais frequentes. O último gol que surgiu de um tiro de canto, por exemplo, foi há cinco jogos, no empate por 2 a 2 contra o Ceará, em Fortaleza. Savarino cruzou, Igor Rabello cabeceou, o goleiro defendeu, Rabello conseguiu cruzar para o meio da área, e Sasha, de “puxeta”, marcou.

O problema mais grave aparece em faltas frontais, ideais para finalizações diretas, faltas laterais, ideais para cruzamentos, e pênaltis. Para que se tenha uma ideia, o último gol de falta do Galo foi em fevereiro, ainda sob comando de Dudamel. E foi marcado por Otero, que já deixou o clube. Curiosamente, o gol anotado contra o Unión (Argentina), pela Sul-Americana, foi também o último gol de falta de Otero, que tem dois gols pelo Corinthians, ambos com bola rolando.

Nos pênaltis, outro problema. Desde a saída de Fábio Santos, também para o Corinthians, nenhum cobrador se firmou. Keno parecia trilhar esse caminho, mas desperdiçou as últimas duas cobranças. Sasha também perdeu um. Por sorte, os três gols perdidos não fizeram falta (o time ganhou os três jogos), mas vale o sinal de alerta.

O estilo de jogo proposto por Jorge Sampaoli faz a carência ser ainda mais sentida. Como o Galo atua quase sempre de forma propositiva, ofensiva, buscando comandar o jogo, é natural que encontre adversários muito fechados pelo caminho. Neste Brasileirão, já enfrentou esse tipo de rival. E perdeu pontos para times assim. A bola parada poderia resolver alguns desses jogos.

“A melhor maneira de passar por defesas fechadas é com repertório de jogadas ofensivas. Com bola rolando e parada. E time que está brigando pela ponta do campeonato encara defesas fechadas mais vezes. O Atlético já sofreu com isso em jogos como Sport e Fluminense, por exemplo. A bola parada para um time leve e ofensivo como o do Atlético tem que estar no acervo de pontos fortes, já que times com essas características costumam sofrer muitas faltas próximas a área. Questão é identificar o cobrador em potencial e desenvolvê-lo com treino e injeção de confiança”.

Se uma opção é identificar um cobrador e desenvolvê-lo, a outra é ir ao mercado. De toda forma, o rendimento do Atlético de Jorge Sampaoli, em lances de bola parada, indica que um jogador com essa característica, caso seja encontrado – ou contratado -, potencializaria as qualidades ofensivas de um time que, por natureza, já marca muitos gols.

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