O Atlético está fora da Copa do Brasil. A equipe mineira empatou por 1 a 1 com o Grêmio neste sábado (7/11), na Arena MRV, mas não conseguiu recuperar a desvantagem construída no confronto de ida, disputado em Porto Alegre. Apesar de ter controlado boa parte da partida e criado oportunidades em volume superior ao adversário, o time comandado por Eduardo Domínguez não alcançou o resultado necessário para avançar.
Depois da eliminação, o treinador argentino chamou atenção para a necessidade de o Atlético manter o mesmo nível de concentração quando estiver com maior posse de bola e presença no campo ofensivo. Na avaliação de Domínguez, a equipe não pode deixar que o domínio do jogo reduza a atenção nos movimentos de recomposição, marcação e proteção defensiva.
“Quando você ataca muito, precisa estar muito concentrado na fase defensiva, porque se sente confortável, no controle da partida”, declarou o técnico durante a entrevista coletiva concedida após o empate na Arena MRV.
Os dados do jogo mostram a superioridade atleticana na produção ofensiva. O time mineiro finalizou 29 vezes ao longo dos 90 minutos, com oito arremates direcionados ao gol. O Grêmio, por outro lado, tentou apenas sete finalizações e acertou o alvo uma vez. Ainda assim, a equipe gaúcha conseguiu sustentar a vantagem obtida na primeira partida e confirmou a classificação.
O Atlético também teve mais presença nas jogadas que terminaram em escanteio. Foram sete cobranças para o clube alvinegro, enquanto o Grêmio teve somente duas. A diferença foi expressiva ainda na circulação da bola: o Galo completou 652 passes, contra 207 do adversário.
Do total de finalizações do Atlético, 17 ocorreram dentro da área e outras 12 foram realizadas de fora. O Grêmio produziu cinco tentativas na área e duas de média ou longa distância. Os números indicam a pressão exercida pelo time mandante no segundo jogo, mas o volume ofensivo não se transformou em gols suficientes para alterar o destino da eliminatória.
Para Eduardo Domínguez, a busca pelo ataque precisa estar acompanhada de equilíbrio. O treinador considerou que os momentos em que o time controla o confronto também podem oferecer riscos caso a concentração defensiva diminua. A avaliação é de que a equipe deve corrigir esse comportamento para não repetir situações semelhantes em partidas decisivas.
“Temos que melhorar a concentração defensiva, senão vamos continuar passando pelas mesmas situações”, afirmou o comandante atleticano ao comentar os aspectos que precisam ser aprimorados.
Atlético terá Brasileirão e Sul-Americana pela frente
Com a saída da Copa do Brasil, o Atlético passa a concentrar sua reta final de temporada em duas competições: o Campeonato Brasileiro e a Copa Sul-Americana. O principal objetivo do clube é conquistar o torneio continental, resultado que também garantiria uma vaga na Copa Libertadores de 2027.
No Brasileirão, a equipe ainda terá compromissos importantes nas últimas rodadas. Além de buscar uma colocação melhor na tabela, o Atlético precisa somar pontos para se afastar da zona de rebaixamento. O próximo duelo será contra o Mirassol, no sábado (14/11), às 18h30, fora de casa, pela 35ª rodada.
Em 21 de novembro, o Galo disputará a final da Copa Sul-Americana contra o Boca Juniors, em Barranquilla, na Colômbia. Depois da decisão continental, o clube ainda terá mais três partidas pelo Campeonato Brasileiro.
O primeiro desses jogos será diante do Corinthians, em 25 de novembro, na Arena MRV. Na sequência, o Atlético receberá o Vasco no dia 29. O encerramento da temporada ocorrerá em 2 de dezembro, contra o Bahia, fora de casa.
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