Ano Novo, Presidente novo: Começa a
Gestão Sérgio Coelho no Atlético
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Atualizado
em:4 de janeiro de 2021
11:23
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Faltam dois meses para
o Atlético finalizar a temporada 2020, período que marcará o início
de mandato do novo presidente. Sérgio Coelho, neste início de 2021.
Ele assume o posto máximo do clube, de forma oficial, na cerimônia
de posse às 17h desta segunda-feira, em evento fechado. E já terá
missões e desafios logo de cara.
O empresário de 60
anos foi eleito para o cargo há quase um mês – 11 de dezembro – e
já sabia semanas antes que assumiria o posto, uma vez que foi
candidato da única chapa inscrita. Esperou o pleito protocolar para
dar início ao planejamento do novo ano, que começa com o Brasileiro
2020 ainda em curso e com término no fim de fevereiro.
Serão, portanto, 60
dias iniciais com o time focado na briga pelo título nacional,
estando a sete pontos do líder São Paulo. A distância pode aumentar
para 10 nesta quarta-feira, em rodada na qual o Galo não entrará em
campo, pois teve o duelo diante do Santos adiado para o fim do
mês.
Ainda no
campo, Sérgio Coelho já teve conversas iniciais com o técnico Jorge
Sampaoli para a permanência do argentino por mais 12 meses, além do
contrato inicial firmado para durar até dezembro de 2021. Não há
prazo para novos reforços visando o Brasileiro. É gerir o atual
elenco até o encerramento da competição.
Neste aspecto, uma
decisão importante é esperada do novo presidente. Alexandre Mattos fica? Em
dezembro, o discurso era de incerteza. O próprio presidente não
garantiu a continuidade do executivo – ainda que também não tenha
cravado sua saída. Repetiu que iria analisar todos os cargos de
chefia do clube.
E são vários. Fica a
expectativa de saber qual será a nova composição da diretoria
encabeçada por Sérgio Coelho e seu vice-presidente. Além de
Alexandre Mattos, a continuidade de Júnior Chávare no comando da
base será definida. Coelho disse que pretende tomar definições
sobre a parte administrativa das camadas inferiores.
Compromissos
financeiros
Com um forte aliado
econômico – aporte de empresários que fazem parte do “colegiado” -,
Sérgio Coelho inicia o mandato sem muita dor de cabeça financeira
em relação aos compromissos com o elenco. Sérgio Sette Câmara (com
a ajuda financeira dos mecenas) conseguiu passar o bastão sem
atraso salarial. Há pendências, programadas.
Quatro meses de
direitos econômicos de 2020 (abril, maio, junho e julho) foram
negociados com os jogadores para quitação apenas em 2021. O
técnico Jorge
Sampaoli, por exemplo, tem luvas da assinatura do contrato
ainda em aberto.
A redução de até 25% dos salários
dos funcionários (incluindo os atletas), aplicada no início da
pandemia, irá cair, conforme o programado pela antiga gestão. Fica
a dúvida se a política do novo presidente irá “renovar” a
prática.
O alívio é que haverá
“contas gordas” neste início de ano, com o recebimento de parcelas
da venda de direitos de transmissão de jogos. O Atlético receberá
cotas de 2020 e também do Brasileiro de 2021.
Na
Fifa
Nesse
início de ano, o recebimento de dinheiro da TV pode ajudar o
Atlético a equacionar situações na Fifa. Ainda faltam 830 mil euros (hoje R$ 5,2
milhões) para encerrar a dívida que o clube mantém com
a Udinese, pela
contratação do meia Maicosuel em 2014. Segundo o advogado do clube
italiano, esse débito tem data de vencimento em janeiro. No mês
passado, o Galo quitou o problema com a Udinese relacionado a
Douglas Santos.
O Atlético projeta
pagar R$ 30 milhões em “dívidas da Fifa” em 2021, segundo
orçamento. Entretanto, estima-se que o clube detém protestos
internacionais da ordem que ultrapassam R$ 40 milhões. As ações
judiciais demoram a ter uma decisão final, pois há recursos
previstos na Corte Arbitral do Esporte. A gestão de Sérgio Sette
Câmara pagou mais de US$ 15 milhões (perto de R$ 78 milhões na
cotação atual) nas cobranças de clubes do exterior.
Na
Justiça
O vice José Murilo
Procópio irá encabeçar o departamento jurídico do clube a partir
desta segunda-feira. Há importantes demandas na área.
O “caso Fred”, no
qual o Galo cobra R$ 10 milhões do atacante do Fluminense por ter
assinado com o rival Cruzeiro em 2017, após sair do clube
alvinegro, tem prazo de decisão definitiva no âmbito arbitral em 12
de fevereiro.
No campo trabalhista,
há questões importantes em aberto, como, por exemplo, as ações
movidas pelos ex-jogadores Elias, Adilson, Maicon Bolt; pelo
ex-técnico Levir Culpi, por Rafael Dudamel (na Fifa), e casos mais
antigos como Gilberto Silva, Richarlyson, Josué.
Contratos
O
Atlético terá o fim de contrato de três jogadores quando o
Brasileiro acabar. Em março, Sérgio Coelho precisará definir se irá
renovar com Diego Tardelli eVictor (figuras históricas do clube),
além de Hyoran, emprestado pelo Palmeiras, com parte de seus
direitos econômicos pré-fixados para aquisição prioritária do Galo,
em pagamento parcelado.
O goleiro Victor é a
terceira opção da posição e fará 38 anos em 2021. Já Tardelli
entrará no ano do 36º aniversário, tendo retornado ao Atlético em
2020, mas feito apenas um jogo. Lesionou-se em julho e voltou aos
treinos em dezembro. Há a expectativa de ele ser usado pela
primeira vez por Sampaoli em janeiro, dentro dessas 11 rodadas
finais do Brasileiro.
Por fim, no meio do
ano, dois contratos de empréstimo irão se encerrar. O zagueiro Bueno está cedido pelo
Kashima Antlers até junho (é reserva). Na mesma época, Guilherme
Arana terá seu vínculo temporário com o Galo vencido. No
caso do lateral, o Atlético terá obrigação de comprar 90% dos
direitos econômicos.
Além dos jogadores do
atual elenco, o Atlético receberá em 2021 a volta de 23 jogadores
emprestados para outras equipes. Eles podem voltar, rescindir ou
permanecer cedidos.
A
operação para trazer o jogador do Sevilla aconteceu com o Atlético
acertando 2,5 milhões de euros (hoje R$ 15,7 milhões) como taxa de
empréstimo por 18 meses, e 50% dos direitos fixados em outros 500
mil euros. Se o jogador fizer 60% dos jogos como titular (o que
acontecerá), então o Galo precisa pagar mais 2 milhões de euros (R$
12,6 milhões) por outros 40%. No total, o jogador terá custado 5
milhões de euros (hoje R$ 31 milhões).