A atriz Sharon Stone, de 68 anos, revelou que uma produção de televisão vendeu suas roupas íntimas usadas sem sua autorização, episódio que a motivou a estabelecer cláusulas específicas em seus contratos para proteger seus figurinos. Em entrevista à revista Variety, ela relatou que, após deixar o set de uma série de TV, percebeu que suas peças íntimas estavam à venda, o que a deixou profundamente constrangida e considerou a situação como uma violação à sua dignidade enquanto mulher.
Stone destacou que essa experiência a levou a exigir, em seus contratos, o direito de decidir o destino de seus figurinos após as gravações. Ela explicou que, embora alguns colegas zombassem da cláusula que inclui esse direito, ela acredita que a questão reflete uma disparidade de tratamento na indústria do entretenimento, onde mulheres frequentemente recebem salários menores do que homens. A atriz ressaltou a importância de estabelecer limites claros sobre o uso de suas roupas, reforçando que, doravante, ela decidirá o que fazer com seus figurinos, seja doá-los, queimá-los ou mantê-los, mas nunca permitir que sejam vendidos sem seu consentimento.
< h2 >A influência de Carrie Fisher na elaboração de
contratos< /h2 >
Stone também comentou que recebeu orientações de Carrie Fisher,
conhecida por seu papel como Princesa Leia em “Star Wars”, que a
ajudaram a entender a importância de redigir contratos detalhados.
Segundo ela, Fisher aprendeu a negociar seus direitos contratuais
com a experiência, influenciada por sua mãe, a atriz Debbie
Reynolds. Sharon Stone aconselhou outras mulheres a lerem
minuciosamente seus contratos, destacando que os agentes de suas
agências muitas vezes trabalham em favor dos estúdios, e não dos
interesses das próprias artistas.
A revelação de Stone evidencia uma preocupação crescente com a proteção dos direitos das atrizes e atores em relação ao uso de seus figurinos e objetos pessoais durante e após as produções audiovisuais. Além de reforçar a necessidade de contratos mais rigorosos, ela também trouxe à tona a questão da exploração comercial de roupas usadas por celebridades, um tema que ganha cada vez mais atenção na indústria do entretenimento.
A atitude da atriz serve como um alerta para profissionais do setor, destacando a importância de cláusulas específicas que garantam o controle sobre itens pessoais utilizados em filmagens. A experiência de Sharon Stone evidencia a vulnerabilidade de artistas diante de práticas comerciais pouco transparentes, reforçando a importância de uma postura proativa na negociação de seus direitos contratuais e na proteção de sua imagem e integridade.












