O príncipe Harry, de 41 anos, e o cantor Elton John, de 79 anos, foram condenados pela Justiça do Reino Unido a pagar uma quantia inicial de cerca de R$ 67 milhões (9,54 milhões de libras) à editora Associated Newspapers Limited (ANL), proprietária do jornal Daily Mail, após perderem uma ação judicial relacionada a alegações de invasão de privacidade. A decisão foi tomada pelo Tribunal Superior de Londres, que estabeleceu um prazo até às 16 horas do dia 28 de agosto para que os autores efetuem o pagamento inicial, sob pena de possíveis aumentos futuros na cobrança.
A lista de autores envolvidos na ação inclui também a atriz Liz Hurley, a ativista Doreen Lawrence, o marido de Elton John, David Furnish, a atriz Sadie Frost e o ex-parlamentar Sir Simon Hughes. Segundo a decisão judicial, os custos jurídicos podem ser ainda mais elevados, uma vez que o juiz autorizou que os valores sejam calculados de forma a favorecer a editora, o que pode elevar a soma total a aproximadamente 34,5 milhões de libras (cerca de R$ 243 milhões). Além disso, os autores ainda têm até 2 de outubro para recorrer da decisão.
A editora Associated Newspapers reagiu à condenação, classificando a decisão como uma “crítica dura” ao processo movido pelas celebridades. Em nota divulgada na última sexta-feira, a empresa afirmou que o caso representa “uma crítica devastadora a uma tentativa de destruir um jornal, bem como a reputação de seus jornalistas, editores e executivos”. A publicação também destacou que a sentença demonstra dificuldades na defesa de suas ações jornalísticas.
Após a decisão, Harry e Doreen Lawrence emitiram um comunicado conjunto afirmando que a Justiça não atendeu às expectativas de justiça e responsabilização que buscavam com a ação. Segundo eles, “viemos ao tribunal em busca de justiça e responsabilização. Mas não recebemos nenhuma das duas”.
A ação judicial teve origem na acusação de que a Associated Newspapers teria realizado coleta ilegal de informações, incluindo métodos ilícitos de obtenção de dados, com o objetivo de invadir a privacidade de pessoas públicas. Os sete autores alegaram que jornalistas teriam utilizado práticas ilegais para obter informações confidenciais e invadir a privacidade de indivíduos sob proteção de sigilo, o que foi negado pela editora.
O juiz Nicklin, responsável pelo caso, rejeitou as acusações em 7 de julho, após um julgamento que durou 11 semanas. Na sentença, o magistrado concluiu que os autores não conseguiram comprovar as alegações de coleta ilegal de informações e criticou a forma como o processo foi conduzido, conforme informações divulgadas pela BBC. A decisão representa uma derrota significativa para as celebridades envolvidas na ação, que buscavam responsabilizar a editora por supostas invasões de privacidade.












