A influenciadora e caminhoneira Marcela Porto, conhecida como Mulher Abacaxi, confirmou sua participação como rainha da escola de samba Acadêmicos de Niterói no próximo Carnaval e aproveitou para reforçar a importância de uma postura colaborativa entre as mulheres na folia, afastando-se de rivalidades e competição desnecessária.
Ao longo de sua trajetória no Carnaval, Marcela Porto revelou ter vivenciado situações difíceis nos bastidores do samba. Ela contou que, ainda atuando como musa de uma escola de samba, enfrentou uma experiência desagradável com uma rainha de bateria, que chegou a solicitar sua saída da escola de samba de forma explícita. Segundo ela, a rainha de bateria não gostava dela sem que houvesse um motivo aparente, mesmo admirando a sambista como artista. Marcela destacou que, na época, tinha uma grande admiração pela rainha de bateria, considerada uma grande sambista, mas que essa relação não era recíproca. A rainha de bateria desejava que ela deixasse a escola, mas ela permaneceu devido ao apoio da comunidade, que a defendia.
Marcela também refletiu sobre como essas rivalidades podem ser prejudiciais. Ela afirmou que, atualmente, nem ela nem a antiga rainha de bateria ainda estão na mesma escola, mas que, ao olhar para trás, percebe que a rivalidade não trouxe benefícios. Segundo ela, o tempo gasto em conflitos poderia ser melhor aproveitado apoiando-se mutuamente e celebrando juntas o Carnaval, que é uma festa plural, com espaço para todas as mulheres.
A experiência de Marcela Porto se estende para sua atuação como rainha de escola de samba. Ela revelou que, poucos dias antes do desfile oficial, foi afastada de sua posição na escola onde atuava como rainha, por influência de uma rainha de bateria que, segundo ela, passou a odiá-la sem motivo aparente. Ela contou que, após sua nomeação, começou a perceber mudanças de comportamento por parte da rainha de bateria, que virava a cara para ela nos ensaios. A situação só foi esclarecida posteriormente, por meio de uma pessoa da comunidade, que revelou a existência de uma animosidade não revelada inicialmente.
Ao final, Marcela Porto reforçou sua visão de que as mulheres não devem competir entre si no Carnaval. Ela defende que o ideal é que as participantes se unam para fortalecer a presença feminina na folia, ressaltando que o brilho individual e coletivo de cada uma é mais forte quando há apoio mútuo. Para ela, o Carnaval deve ser um espaço de inclusão, onde todas as mulheres possam se expressar e contribuir para a celebração, sem rivalidades que apenas dispersam energia e prejudicam a união do grupo.











