Marius Borg Høiby, filho da rainha Mette-Marit da Noruega, foi autorizado a deixar temporariamente a prisão domiciliar para participar do funeral do rei Harald 5º, ocorrido na última sexta-feira em Oslo. Condenado por estupro, Høiby integrou o cortejo que levou o caixão do monarca dentro do Palácio Real, caminhando ao lado de outros membros da família real e colaborando na transferência do corpo até a capela do palácio, onde permanecerá até o funeral oficial agendado para 9 de setembro. A liberação foi concedida pelo Ministério Público norueguês, mesmo ele cumprindo uma pena de quatro anos em prisão domiciliar enquanto recorre da condenação, uma decisão que gerou debates públicos e críticas nas redes sociais.
Segundo informações do Daily Mail, a promotora Oda Karterud afirmou que a autorização foi motivada pelo falecimento do rei Harald, destacando que o Ministério Público considerou justificável a saída de Høiby para participar do momento de despedida. A polícia confirmou que ele também recebeu permissão para comparecer ao funeral de Estado e que já havia sido autorizado a visitar o monarca no hospital antes de sua morte. Harald faleceu na sexta-feira, após semanas de internação em Oslo, devido a anemia hemolítica, uma condição na qual os glóbulos vermelhos são destruídos mais rapidamente do que o organismo consegue repor.
A participação de Høiby no cortejo gerou reações diversas nas redes sociais, com parte do público questionando a presença de um condenado por estupro em um evento oficial, especialmente considerando que ele continua sob monitoramento eletrônico enquanto aguarda uma nova fase do recurso judicial. Høiby, que é filho de Mette-Marit de um relacionamento anterior ao casamento com o rei Haakon 8º, não possui título real nem faz parte da linha de sucessão ao trono norueguês. Apesar de não ter uma função oficial na monarquia, costumava acompanhar a família real em eventos públicos antes de sua condenação.
Condenado em junho por dois crimes de estupro e outras infrações, Høiby recebeu ainda uma medida protetiva de dois anos em favor de uma das vítimas. Desde fevereiro, ele estava detido, sendo transferido posteriormente para prisão domiciliar em julho, enquanto aguardava julgamento de recursos. Antes do julgamento, a Casa Real divulgou um comunicado no qual o rei Haakon afirmou que o caso afetou várias pessoas, reforçando sua confiança no sistema judicial norueguês e expressando solidariedade às vítimas e suas famílias.
No âmbito da saúde, a rainha Mette-Marit, que havia se afastado de eventos públicos devido a complicações relacionadas a um transplante de pulmão realizado em junho, voltou a aparecer no cortejo fúnebre. Diagnosticada com fibrose pulmonar em 2018, ela passou pela cirurgia no Hospital Universitário de Oslo, Rikshospitalet. Em mensagem divulgada pela corte, a rainha agradeceu a doação de órgãos, destacando o impacto positivo do procedimento em sua vida e expressando profunda gratidão.
Com a morte de Harald, o príncipe Haakon assumiu o trono norueguês e prestou juramento no Parlamento, o Storting, em Oslo. O período de luto oficial inclui cerimônias no Palácio Real, homenagens públicas e manifestações de pesar, como o envio de flores e velas por parte da população, em sinal de respeito e solidariedade diante da perda do monarca.












