A paixão nacional pelo futebol voltou a movimentar bancas, rodas de conversa e encontros entre amigos com a chegada do álbum oficial da Copa do Mundo de 2026. A tradicional febre de colecionar figurinhas, que atravessa gerações, continua mobilizando adultos e crianças em busca das tão sonhadas páginas completas. Mas, desta vez, o preço do hobby tem assustado muitas famílias.
O novo álbum custa R$ 24,90 e cada figurinha sai por R$ 1. Com um total de 994 figurinhas, especialistas e colecionadores calculam que, mesmo em um cenário considerado quase impossível — no qual a pessoa consiga trocar todas as figurinhas repetidas sem desperdiçar nenhuma — o custo mínimo para completar o álbum ultrapassa os R$ 1 mil.
Na prática, porém, o gasto costuma ser muito maior. Isso porque é comum surgirem dezenas de figurinhas repetidas durante o processo, fazendo muitos colecionadores desembolsarem mais de R$ 1,5 mil para alcançar o objetivo.
Para muitas famílias, o valor transformou o que antes era uma brincadeira infantil acessível em um luxo para poucos. “Foi-se o tempo em que álbum de figurinhas era coisa de criança. Hoje virou coisa de adulto que tem condição de gastar muito dinheiro”, comenta um colecionador durante uma troca de figurinhas em Divinópolis.
O alto custo também tem afastado crianças do sonho de participar da tradição, trocar figurinhas na escola e viver a expectativa de completar o álbum junto aos amigos.
Sensibilizado com essa realidade, o estudante Mateus de Freitas, de 11 anos, decidiu gravar um vídeo nas redes sociais pedindo ajuda para conseguir completar o álbum. No vídeo, o garoto faz um desabafo bem-humorado sobre a dificuldade financeira envolvida na coleção.
“Eu estava pensando: álbum de figurinhas era coisa de criança, mas completar o álbum custa mais de mil reais. Sozinho eu não vou conseguir completar. Então, se vocês quiserem doar um dinheirinho para me ajudar, vou deixar meu Pix”, disse.
Apesar das dificuldades, a tradição segue viva. Em Divinópolis, adultos e crianças têm se reunido diariamente — inclusive aos finais de semana — na banca de jornais localizada na Rua Rio de Janeiro, em frente à Praça do Santuário, para trocar figurinhas, negociar repetidas e compartilhar a paixão pelo futebol.
Entre pilhas de envelopes abertos, listas de figurinhas faltantes e discussões sobre jogadores e seleções, o ambiente mistura nostalgia, diversão e, cada vez mais, preocupação com o peso da brincadeira no bolso das famílias.
Se alguém quiser ajudar ele a completar o álbum o Pix é [email protected]














