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Processo judicial envolve Simone Mendes e vizinho após desabamento de muro durante obra em Alphaville

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Uma disputa judicial foi instaurada após o desabamento de um muro durante uma obra na residência da cantora Simone Mendes, localizada no condomínio de luxo Tamboré 1, em Alphaville, região metropolitana de São Paulo. O incidente ocorreu em 6 de novembro de 2024 e resultou na entrada de terra, lama, água e escombros na propriedade vizinha, causando prejuízos materiais e riscos à integridade de moradores e animais. A ação judicial foi divulgada pelo colunista Daniel Nascimento, do portal O Dia.

A propriedade afetada pertence à empresa Black Diamond Holding, gerenciada pelo músico Léo Stuart, guitarrista da banda Tihuana, conhecida por hits como “Tropa de Elite” e “Que Ves”. Segundo o processo, o colapso do muro ocorreu durante uma intervenção na obra de Simone Mendes, atingindo diferentes áreas da residência vizinha, incluindo o pomar, o canil, a piscina, o sistema de abastecimento de água e até um lago de carpas, onde uma das peixes morreu em decorrência do episódio. Além disso, um piano avaliado em aproximadamente R$ 400 mil também foi danificado.

Léo Stuart relatou à Justiça que, ao perceber estalos vindo da estrutura que estava sendo construída ao lado de sua residência, o muro cedeu, permitindo a entrada de terra, lama, água e outros materiais, que invadiram sua propriedade. O músico afirmou que, após o ocorrido, acionou a Defesa Civil e a administração do condomínio, além de solicitar a interrupção das obras na residência vizinha. O episódio, segundo ele, também colocou em risco as pessoas e animais presentes na propriedade.

A defesa de Simone Mendes sustenta que o incidente ocorreu em um período de fortes chuvas, caracterizando-o como um evento de força maior, e que a execução da obra estava sob responsabilidade de uma empresa contratada pela cantora. A assessoria da artista afirmou que o episódio foi um incidente provocado pelas condições climáticas adversas e que a obra foi conduzida por uma equipe especializada, com responsabilidade técnica. A nota também informa que o caso ainda tramita na Justiça e que não há decisão definitiva até o momento.

Por sua vez, a defesa de Léo Stuart discorda dessa interpretação, alegando que as conclusões técnicas apresentadas não condizem com os elementos analisados durante o processo. A perícia técnica realizada nos autos indicou que a estrutura do imóvel de Simone Mendes não possuía medidas adequadas para drenar a água das chuvas, como sistema de drenagem ou suporte contra esforços horizontais, o que teria contribuído para o rompimento do muro. O laudo apontou que o acúmulo de água no solo durante as chuvas aumentou a pressão sobre o muro, levando ao seu colapso.

O processo também revela que Léo Stuart não foi contatado por Simone Mendes após o incidente, o que, segundo ele, demonstra falta de diálogo e de responsabilidade por parte da cantora. O episódio foi registrado na Polícia Civil de Barueri no dia seguinte ao desabamento, inicialmente como possível desmoronamento, com autoria até então desconhecida. Posteriormente, o boletim de ocorrência passou a indicar Simone Mendes como proprietária do imóvel relacionado ao episódio, embora essa menção não implique responsabilização criminal direta, dependendo das investigações.

No âmbito judicial, a defesa de Simone Mendes apresentou embargos de declaração questionando aspectos técnicos do caso, alegando que as chuvas de 2024 teriam sido responsáveis pelos danos. O Tribunal de Justiça de São Paulo rejeitou esses embargos em 13 de julho de 2026, mantendo a decisão anterior. A partir daí, a defesa da cantora interpôs recurso ao Superior Tribunal de Justiça, que aguarda tramitação.

O valor de aproximadamente R$ 1,3 milhão mencionado na ação refere-se ao montante atribuído aos pedidos de reparação e reconstrução, e não a uma indenização já fixada. A quantia representa o valor estimado para cobrir os prejuízos materiais e a reconstrução do imóvel atingido. O objetivo de Léo Stuart é que a propriedade seja totalmente recuperada e que os danos sejam reparados, sem que o episódio seja encarado como uma disputa pessoal, mas como uma questão jurídica a ser resolvida pelo Poder Judiciário.

Uma audiência de tentativa de conciliação, solicitada pela defesa de Simone Mendes, foi marcada, mas não ocorreu devido à ausência da cantora e de seus advogados. O processo aguarda decisão final, enquanto as notícias de previsão de fortes tempestades aumentam a preocupação com a continuidade dos riscos e os possíveis prejuízos adicionais.