A esposa do influenciador digital Lito Sousa, Mila Seidl, explicou nesta quarta-feira os detalhes acerca da autorização concedida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para a importação de um medicamento experimental destinado ao tratamento da doença de Creutzfeldt-Jakob, uma enfermidade neurodegenerativa rara e progressiva. Em entrevista, Mila afirmou que a liberação não foi uma exceção especial para o caso de Lito, mas sim uma ação que segue procedimentos legais aplicáveis a qualquer cidadão em situações similares.
Ela rebateu interpretações que sugeriam que a autorização teria sido uma abertura excepcional por parte da Anvisa, esclarecendo que o uso compassivo de medicamentos é uma prática adotada por diversos países, incluindo o Brasil, e que há um trâmite legal que deve ser seguido para sua concessão. Segundo Mila, ela reuniu toda a documentação necessária para solicitar o medicamento, ressaltando que estavam bem preparados para a análise, o que facilitou a aprovação. “Era bem difícil não aprovarem”, afirmou.
A solicitação foi feita em caráter de urgência, levando em consideração a gravidade do quadro de Lito. Mila destacou que, além da Anvisa, o pedido contou com o aval de órgãos internacionais, como o Food and Drug Administration (FDA), nos Estados Unidos, e do Ministério da Saúde do Brasil, o que demonstra a compreensão da necessidade de uma resposta rápida diante de doenças com evolução rápida e irreversível. Apesar do entendimento, ela relatou a angústia enfrentada durante o processo, que levou uma semana para ser concluído, enfatizando a importância de fluxos mais ágeis para casos de doenças raras e de difícil tratamento.
A esposa de Lito também compartilhou uma foto do influenciador com o filho, Malone, de sete anos, após o diagnóstico, reforçando o impacto emocional da situação. A confirmação da autorização excepcional foi divulgada pelo portal G1 e posteriormente confirmada pela Splash News, ambas fontes indicando que o procedimento foi realizado por meio do Einstein Hospital Israelita, onde Lito está internado.
A autorização concedida pela Anvisa é uma medida de uso compassivo, prevista para medicamentos ainda em estágio pré-clínico, ou seja, sem estudos clínicos formalmente iniciados no Brasil para a enfermidade de Creutzfeldt-Jakob. Por motivos de confidencialidade, o nome do medicamento e da farmacêutica responsável não podem ser divulgados, uma exigência do próprio influenciador, que assinou um termo de confidencialidade com a empresa responsável pelo produto.
O pedido foi realizado após o aceite do paciente em um programa de uso compassivo de uma farmacêutica estrangeira, tendo como base a avaliação de que a doença apresenta rápida progressão, caráter letal e irreversível. A autorização foi concedida diante da ausência de um patrocinador ou representante responsável no Brasil, uma situação que reforça a necessidade de procedimentos específicos para medicamentos de uso experimental em casos de doenças raras.
Segundo comunicado da Anvisa, o produto ainda se encontra em fase pré-clínica, sem estudos clínicos formalmente iniciados para a doença priônica. A importação deve ser realizada pela equipe do próprio Lito, com previsão de chegada ao Brasil em aproximadamente sete a oito dias, e a administração do medicamento ficará a cargo do Einstein Hospital Israelita.
Mila Seidl destacou a esperança de que o medicamento chegue o quanto antes ao Brasil, reforçando a necessidade de avanços nesse tipo de tratamento para doenças neurodegenerativas raras. Ela também agradeceu o apoio recebido, reforçando a esperança de que o tratamento possa fazer a diferença na luta de Lito contra a doença de Creutzfeldt-Jakob, que tem causado perda de habilidades motoras, embora ele permaneça consciente.












