A atriz Gabriella Wilde, reconhecida por seus papéis em produções como “Mulher-Maravilha 1984” e na série “Doctor Who”, decidiu se afastar do universo cinematográfico e televisivo para dedicar-se a uma nova vocação: atuar como “doula da morte”. Essa mudança de trajetória reflete uma busca por um trabalho que ofereça suporte emocional e psicológico às pessoas no momento final de suas vidas, bem como às suas famílias.
A transição de Wilde para essa função começou após ela iniciar uma formação em psicoterapia, o que despertou seu interesse por temas relacionados ao luto, à mortalidade e ao processo de morrer. Em entrevista concedida ao programa de televisão “The Morning”, a atriz explicou que essa experiência a levou a refletir sobre o que ela considera uma das maiores lacunas na nossa sociedade: a falta de diálogo aberto sobre a morte. Segundo ela, esse silêncio contribui para o medo, o desconhecimento e a dificuldade de lidar com o fim da vida de maneira mais serena.
Durante o processo de formação, Gabriella Wilde afirmou que a atividade de atuar como doula da morte a ajudou a compreender melhor os aspectos envolvidos no morrer e no luto. Ela destacou que essa compreensão não apenas transformou sua visão sobre a morte, mas também impactou sua relação com a própria vida. “Ao realizar esse trabalho, percebi que ele não apenas mudou minha forma de entender a morte e o processo de morrer, mas também alterou a maneira como vivo”, afirmou a atriz, ressaltando a profundidade dessa experiência.
A atriz revelou que, inicialmente, sentiu uma espécie de “síndrome do impostor” ao assumir a nova função, uma sensação comum a muitas pessoas que se envolvem em trabalhos de alta sensibilidade e impacto emocional. No entanto, ela logo percebeu que sua atuação se resumiria a um aspecto fundamental: estar presente. Para Wilde, o papel do acompanhante nesse momento crucial é oferecer apoio emocional através da presença, sem a necessidade de intervenções complexas ou discursos elaborados.
Ela explicou que essa presença simples, como segurar a mão de alguém ou simplesmente estar ali, é muitas vezes tudo o que uma pessoa precisa para não se sentir sozinha na hora final. Segundo ela, o trabalho de uma doula da morte consiste, sobretudo, em criar um ambiente de calma e segurança, ajudando os familiares a enfrentarem o momento com mais serenidade. Para Gabriella Wilde, essa atividade tem sido uma experiência transformadora, que lhe proporcionou uma nova compreensão sobre a vida, a morte e o papel do apoio emocional nesses momentos delicados.
Essa mudança de carreira da atriz evidencia uma crescente conscientização sobre a importância de discutir a mortalidade de forma mais aberta e humanizada, além de ilustrar como profissionais de diferentes áreas podem encontrar significado e propósito em atividades que promovem o bem-estar emocional na fase final da vida.












