As abelhas têm papel fundamental para a polinização de frutas e
vegetais. Além disso, a produção de mel e seus derivados movimentam
o mercado de exportação. Diante de tamanha importância para a
alimentação, a preservação da biodiversidade e o comércio, existe
uma preocupação com a redução na população desses insetos devido ao
uso de agrotóxicos. E para detectar essas substâncias em abelhas e
pólen, uma grande quantidade delas precisa ser sacrificada. Mas uma
nova técnica desenvolvida no Instituto de Química do Campus São
Carlos da Universidade de São Paulo pode reduzir o impacto
ambiental como explica a pesquisadora Ana Maria Barbosa Medina. Ela
conta que por meio de testes foi reduzirdo o número de abelhas
necessárias para identificar os agrotóxicos.
No estudo, a equipe de cientistas fez testes com duas espécies de abelhas: as africanizadas e as nativas jataís. No método convencional, são necessários entre 5 e 15 gramas de abelhas trituradas. O que equivale a morte de 150 unidades no caso das africanizadas.
Com a nova técnica, é possível detectar a presença de agrotóxicos com apenas três abelhas. De acordo com a pesquisadora Ana Maria Barbosa Medina, na análise das nativas jataís, esse número é ainda mais expressivo.
Além disso, em comparação com o método convencional, a técnica da USP utiliza uma quantidade 15 vezes menor de produtos químicos, gerando menos resíduos. A princípio, foi analisada a presença de dois agrotóxicos: o imidacloprida e o tiametoxam. Em uma próxima etapa, o método será testado com outros tipos de inseticidas e, também, outras espécies de abelhas.
As informações são da Radioagência Nacional.
Foto Ilustrativa: Pixabay
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Postado originalmente por: Portal AMIRT














