Finanças: 3 melhores ações de Bruce Barbosa para 2022 - Portal MPA

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Finanças: 3 melhores ações de Bruce Barbosa para 2022

Postado em 25/01/2022 10:00

Olá,

Nesta segunda-feira, 24, a semana começa com leves perdas nos índices futuros americanos. Os investidores seguem cautelosos à espera da reunião do Federal Reserve, que se inicia nesta terça-feira, 25, e se encerra na quarta-feira, 26.

Na agenda econômica, destaque para a divulgação do Boletim Focus. Nos Estados Unidos, saem os Índices do Gerente de Compras (PMIs) industrial e do setor de serviços, referentes a janeiro. Em relação a temporada de balanços, a IBM deverá divulgar seus resultados após o fechamento.


Nord Insider

O maior problema da história do Brasil é o gasto público fora de controle. Com desejo incontrolável de ganhar popularidade, o governo decidiu que seria uma boa ideia aumentar gastos.

O furo no teto de gastos que tivemos em 2021 tirou toda a confiança que o mercado tinha no governo brasileiro.

A confiança de que o Brasil seria capaz de honrar suas dívidas. O resultado sempre foi e sempre será o mesmo: juros (e dólar) altíssimos.

Gráfico apresenta juros futuros 2025.
Juros futuros 2025. Fonte: Bloomberg

Os juros altos tiram o ímpeto empreendedor do país, aumentam os gastos com juros e destroem a economia. Basicamente, esse é o cenário para 2022.

Se você pretende continuar investindo, tenha em mente que, a longo prazo, as cotações seguem os resultados. Compre as empresas que apresentam crescimento forte e pague pouco por esse crescimento, pois:

  • se o crescimento vier, você ganha muito;
  • se o crescimento não vier, você perde pouco.

Agora que você já entendeu o insight que mais vai te fazer ganhar dinheiro a longo prazo, Bruce Barbosa, analista de ações e sócio-fundador da Nord Research, revelou suas três apostas para 2022.

São empresas que dependem apenas delas mesmas para crescer. Por isso, estão entre as preferidas do Bruce para este ano.

1a. PetroRio

A PetroRio (PRIO3) é uma petroleira que produz algo ao redor de 1 por cento do que a Petrobras (PETR4) produz. E como ela cresce?

PRIO compra os campos maduros (que já produzem há anos), paga um “preço justo”, mas opera os campos com um custo MUITO mais baixo. Com isso, gera muito valor aos seus acionistas.

Gráfico: Lifting cost (custo de extração) PetroRio (US$/bbl).
Custo de extração. Fonte: PetroRio

Com a piora no cenário doméstico, o nosso analista mantém a recomendação de compra para PetroRio porque a empresa vende petróleo ao exterior, portanto não depende da Petrobras (PETR4) nem da economia brasileira.

Perspectivas de crescimento

O crescimento de produção de PRIO é enorme e já tem muito crescimento já contratado para o futuro.

Atualmente, a petroleira produz cerca de 33 mil barris por dia de petróleo. Em 2024, essa produção irá aumentar mais 40 mil barris por dia com a compra de Wahoo — inclusive, ela submeteu a declaração de comercialidade do campo.

Mais recentemente, PRIO adquiriu os campos de Albacora e Albacora Leste (55 mil barris por dia e está em negociação final exclusiva). Qual a relevância disso?

PetroRio sairá de uma produção atual de 33 mil barris para 128 mil barris em 2024, o equivalente a um crescimento de produção de +287 por cento em três anos.

Além disso, os investimentos em redução do custo de extração deverão se reverter em crescimento ainda maior de seus lucros e Ebitda.

Lembra que no início falamos que “no longo prazo, as cotações seguem os resultados”?. Dá uma olhada no gráfico abaixo:

Gráfico apresenta PRIO3 e Ebitda (acumulado 12 meses).
PRIO3 e Ebitda (acumulado 12 meses). Fonte: Bloomberg

Chamamos a atenção para o retorno esperado de PetroRio. Na visão do Bruce, as ações não refletem, nem de perto, o potencial de crescimento já adquirido da companhia. A módicos 6,5x Ebitda, a petroleira negocia abaixo de onde negociava antes do anúncio de compra dos campos de Albacora e Albacora Leste.

Principais riscos

Dificilmente teremos um cenário de investimento em que não existam riscos. No caso de PetroRio, os riscos são de execução e do preço do petróleo. Porém, vale ressaltar que a petroleira já se provou competente para reduzir custos drasticamente e, ao mesmo tempo, elevar o gasto em segurança e manutenção.

Em relação ao preço do petróleo (Brent), destacamos que está ao redor da média histórica de 80 dólares. A menos que tenhamos Arábia Saudita brigando com Rússia (e elevando produção), temos um mercado equilibrado.

Mantemos nossa recomendação de compra para PRIO.

Postado originalmente por: Nord Research