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(con)vivendo com a mente

Família e dificuldade para falar sobre saúde mental

Postado em 29/06/2021 12:00

Se você já tentou pedir ajuda para sua família e eles tiveram uma reação totalmente diferente do que você esperava (negativamente falando), você já vivenciou essa dificuldade. Às vezes só de falar sobre insegurança, tristeza ou qualquer sentimento relacionado à mente, já encontramos algum tipo de resistência e preconceito. Pode ser ainda que essa resistência seja na forma de ataque, com frases do tipo “isso é falta do que fazer”, “isso é preguiça sua” ou “isso é culpa sua”.

Durante o processo de análise, com as sessões de terapia, o paciente consegue perceber os motivos que levam à família a reagir dessa forma e, junto com o psicólogo, adotar estratégias para conseguir falar sobre o assunto. A terapia permite, ainda, que o paciente entenda os motivos que levaram a família a adotar esse comportamento. Pode ser a criação muito rigorosa dos mais velhos, o medo de tornar o assunto “real” e cotidiano, o sentimento de culpa por acharem que transtornos mentais são devido à convivência familiar ou falha dos pais, entre outros motivos. Para introduzir o assunto saúde mental, o paciente pode pedir ajuda ao psicólogo ou ao médico responsável pelo caso, para que eles expliquem de forma técnica a descrição do transtorno.

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Outra dificuldade encontrada está relacionada à medicação. Tomar remédio controlado é visto, muitas vezes, como dependência. Há quem pense que os remédios funcionam como um antibiótico ou um antigripal, que quanto antes tirar ou quando os sintomas acabarem significa que a pessoa está curada. Na realidade, o tratamento pode ser longo e o efeito do remédio pode aparecer só depois de 3 semanas de tratamento diário, além de possuir variações de sintomas durante o período. O ideal, então, é adaptar o paciente à rotina do remédio e, quando o médico avaliar, iniciar o processo de desmame. Esse processo pode demorar, porque a retirada abrupta da substância pode ter efeitos colaterais significativos. Por isso, é muito importante o acompanhamento médico e seguir a rotina do medicamento com rigor, tomando sempre nos dias e horários estabelecidos. Para explicar o efeito e a necessidade da medicação, o paciente também pode pedir ajuda ao médico responsável.

Se você passa por uma situação parecida, procure ajuda! Você não precisa ter medo de falar o que sente por causa da reação das pessoas, você pode aprender a falar de uma forma diferente ou mostrar a realidade por outros pontos de vista, com o auxílio de um profissional capacitado.

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Autor do blog: Júlia Nogueira

Sou a Júlia Nogueira, tenho 24 anos e fui diagnosticada com ansiedade e depressão há alguns anos. Neste blog, pretendo compartilhar artigos com um pouco do que aprendi e aprendo todos os dias, para ajudar e acolher quem passa por dificuldades semelhantes. É importantíssimo lembrar que você nunca está sozinho, que você faz a diferença e que é possível conseguir ajuda!

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