O processo de privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) foi concluído nesta terça-feira (16), na Bolsa de Valores B3, em São Paulo. A maior parte do capital social do estado (30%) foi vendida para a empresa Equatorial, enquanto outros 15% estão na mão de demais investidores. A operação movimentou R$ 8,38 bilhões.
Agora, o Governo de Minas terá apenas 5% da companhia, com 30% da Equatorial e 65% de demais acionistas.
Segundo o estado, a operação representa uma nova etapa para a companhia. O foco será a ampliação nos investimentos e na expansão dos serviços de saneamento nas mais de 600 cidades concedidas.
O governador Mateus Simões (PSD) comenta o processo de desestatização. “É uma operação de extremo sucesso do ponto de vista de mercado financeiro. A companhia foi vendida por 380% a mais do valor que ela tinha na véspera das eleições de 2018. E é uma operação que se faz, essencialmente, na busca da garantia da universalização de água e esgoto para mais de 600 municípios pela Copasa no estado de Minas Gerais”, disse.
Tarifas da Copasa seguem controladas pela Arsae
O chefe do Executivo mineiro reforçou que os serviços prestados à população seguem normalmente, incluindo a definicão sobre tarifas, sem qualquer alteração na operação da companhia.
Dessa forma, permanecem preservados os instrumentos regulatórios e de fiscalização do setor, exercidos pelos órgãos competentes, garantindo a continuidade e a qualidade dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário em todo o estado.
“Importante lembrar que não há riscos para tarifas porque as tarifas continuam controladas pela agência reguladora (Arsae-MG). Ou seja, não há nenhuma alteração na formação do preço da conta que chega a cada um dos mineiros. Além disso, todos os municípios terão até setembro para fazer a adesão à nova Copasa. E quero lembrar uma coisa importante. Uma criança que nasce em uma comunidade onde há saneamento básico tem expectativa de vida oito anos maior do que aquela que nasce em uma comunidade sem saneamento. É essa melhoria que estamos promovendo com essa operação”, completou o governador.
Como foi o processo de privatização?
Tratada como prioridade pelo ex-governador Romeu Zema (Novo), a desestatização foi estruturada ao longo dos últimos meses. O processo foi acelerado após a aprovação do projeto na Assembleia Legislativa, em dezembro de 2025.
Segundo o Estado, foram desenvolvidos estudos técnicos, modelagem societária, procedimentos regulatórios e articulações institucionais voltadas à construção de um modelo capaz de ampliar a capacidade de investimento da companhia e contribuir para os desafios de universalização dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário previstos pelo Novo Marco Legal do Saneamento. A lei prevê a universalização dos serviços de água e esgoto no país até o final de 2033.
O novo modelo também refletiu a valorização da companhia no mercado de capitais, consolidando a trajetória de fortalecimento da Copasa e ampliando sua atratividade para investidores.
Para a presidente da Copasa, Marília Melo, o apoio dos municípios foi fundamental para garantir o sucesso da operação. “Esse novo capítulo da Copasa representa uma grande oportunidade para seguir avançando na profissionalização da nossa gestão. Faço, ainda, um reconhecimento aos municípios mineiros, parceiros fundamentais dessa nova etapa”, afirmou.














