O ator Felipe Folgosi, conhecido por suas atuações na Rede Globo, divulgou declarações falsas acerca das vacinas contra a Covid-19 durante uma entrevista ao SiiLA NXT Podcast. Em sua fala, Folgosi afirmou que as imunizações não passaram por testes adequados e que, por isso, deveriam ser consideradas uma forma de tecnologia, e não uma vacina convencional. Ele declarou ainda que a questão foi politizada e que as pessoas foram pressionadas a aceitar uma tecnologia que, segundo ele, ninguém sabia exatamente do que se tratava. Além disso, afirmou que foi forçado a receber várias tecnologias no seu corpo, alegando que “vacina é outra coisa” e que a imunização o faz viver sob a sombra de uma potencial doença.
Essas afirmações, no entanto, contrariam evidências científicas e regulatórias amplamente estabelecidas. As vacinas contra a Covid-19 disponíveis no Brasil passaram por rigorosos testes clínicos, que comprovaram sua segurança e eficácia antes de serem aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O processo de autorização envolveu estudos em diversas fases, com milhares de voluntários, e seguiu critérios internacionais de validação científica. A aplicação dessas vacinas só foi iniciada após a confirmação de sua eficácia na prevenção de doenças graves, hospitalizações e mortes relacionadas ao vírus.
A eficácia das vacinas contra a Covid-19 também é respaldada por dados coletados ao longo do tempo. Segundo informações do Ministério da Saúde, a vacinação tem contribuído significativamente para a redução do número de mortes provocadas pelo coronavírus no Brasil e no mundo. Um estudo publicado na revista científica The Lancet Infectious Diseases em junho de 2022 estimou que, no primeiro ano de imunizações — de dezembro de 2020 a dezembro de 2021 — a vacinação evitou aproximadamente 19,8 milhões de óbitos globalmente. Esses números reforçam a importância das vacinas como ferramenta essencial no combate à pandemia e demonstram que os imunizantes passaram por rigorosos processos de validação antes de serem utilizados na população.
A alegação de Folgosi de que as vacinas não foram testadas e que representam uma forma de tecnologia desconhecida não encontra respaldo na comunidade científica e nas autoridades sanitárias. Os imunizantes contra a Covid-19, incluindo os produzidos pela Moderna, Pfizer, AstraZeneca, Janssen e outros, receberam autorização de uso emergencial ou definitiva após avaliações detalhadas de segurança, eficácia e qualidade. No Brasil, a Anvisa concedeu autorização para uso dessas vacinas após análise criteriosa, seguindo protocolos internacionais e orientações do Ministério da Saúde.
Portanto, as declarações do ex-ator representam uma disseminação de informações incorretas que podem contribuir para a desinformação e o aumento da hesitação vacinal. A comunidade científica e as autoridades de saúde reforçam que as vacinas contra a Covid-19 são seguras, eficazes e fundamentais para a proteção individual e coletiva contra a doença, tendo sido validadas por extensos estudos e evidências ao longo do tempo.












