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Putin afirma que líderes europeus estão se preparando para conflito militar com a Rússia

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O presidente da Rússia, Vladimir Putin, declarou nesta sexta-feira, 18 de outubro, que alguns líderes europeus estão se preparando para uma eventual guerra contra a Rússia. As afirmações foram feitas durante uma reunião com autoridades russas, na qual discutia um novo programa estatal de modernização do armamento das Forças Armadas e das forças de segurança do país. Segundo Putin, esses líderes europeus estão adotando uma postura de preparação militar, buscando manter o apoio popular diante de crises econômicas e sociais que afetam suas populações.

Putin afirmou explicitamente que “alguns líderes europeus estão declarando abertamente que estão se preparando para uma guerra com a Rússia”. A declaração reforça a narrativa de que a Rússia percebe um aumento na hostilidade de países europeus, especialmente em um momento de tensões crescentes na região. As declarações do presidente russo ocorreram em um contexto de intensificação das declarações militares e políticas contra o que ele classifica como ameaças externas, especialmente relacionadas à expansão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Durante o discurso, Putin também criticou a expansão da Otan, afirmando que a aliança militar está avançando para outras regiões do mundo, além de sua tradicional área de influência na Europa. Atualmente, a Otan conta com 32 países membros, incluindo Estados Unidos, Canadá e diversos países europeus, sendo uma organização de defesa coletiva que a Rússia considera uma ameaça direta. Putin destacou que a expansão da aliança, que inclui a incorporação de países do Leste Europeu, representa uma provocação e uma ameaça à segurança da Rússia.

As declarações de Putin coincidem com o início das eleições parlamentares na Rússia, marcadas para o dia 19 de outubro. O presidente afirmou que obter a maioria dos votos na eleição demonstraria o apoio de milhões de cidadãos russos às ações do governo, especialmente no que diz respeito à guerra na Ucrânia. No entanto, observadores apontam que muitos candidatos contrários ao conflito foram impedidos de participar do pleito, levantando questionamentos sobre a legitimidade do processo eleitoral.

No cenário internacional, a Polônia, que faz fronteira com a Ucrânia, anunciou ações preventivas de defesa aérea e terrestre, além de reconhecimento por radar, em resposta às ações militares da Rússia na região. Segundo o exército polonês, após não haver violações do espaço aéreo do país neste sábado, as operações de defesa foram encerradas e os sistemas retornaram às atividades normais. Essas medidas refletem a preocupação crescente na Europa com a escalada do conflito e a possibilidade de uma maior instabilidade na região.