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E agora Atlético? Thiago Neves cobra R$ 20.000.000,00.

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No início da semana, Thiago neves esteve perto de ser anunciado como reforço do Galo. A negociação estava muito avançada, vazou, a torcida reagiu multo mal à possiblidade, e a diretoria voltou atrás, cancelando as tratativas.  O meia, em função da reviravolta nas conversas, enviou ao Galo uma notificação extrajudicial, cobrando R$ 20 milhões.

No documento, o jogador de 35 anos alega que existe um termo, acordado com o clube, que, segundo o jogador, “fixou o dever das partes iniciarem, de imediato, vínculo empregatício desportivo”.

A notificação revela qual seria o salário de Thiago Neves no Atlético. O jogador alega que outro valor ficou definido entre as partes: o de R$ 20 milhões em caso de descumprimento do combinado, que foi o que aconteceu, de acordo com o atleta.

O clube já tem conhecimento da notificação extrajudicial, mas o departamento jurídico se posiciona de forma tranquila em relação aos pleitos do jogador. Primeiro, na visão do Galo, é que não houve a assinatura de contrato para a prestação de serviços de Thiago Neves e, portanto, não há solidez na notificação.

Segundo, caso a notificação vire processo judicial, o jogador não teria consistências (provas documentais) para cobrar a suposta multa de R$ 20 milhões, sob o risco de o próprio Thiago Neves ser condenado judicialmente e precisar ressarcir o clube mineiro.

O advogado do jogador, que assina o documento, cita que “há (…) inúmeros áudios, mensagens, documentos e demais elementos de prova que corroboram e comprovam toda a evolução da fase que antecedeu à elaboração do instrumento anteriormente mencionado, assim como de sua própria concretização entre as partes”.

O empresário Leandro Lima, que representa Thiago Neves, ressaltou que partiu do clube o interesse na negociação.

“O Alexandre Mattos e o Sampaoli entraram em contato com o Thiago para falar do interesse e do projeto no Galo. Logo depois, o presidente Sette Câmara fez o mesmo e abrimos negociações”.

“É preciso deixar claro que, em momento algum o Thiago se ofereceu ao Atlético. A procura veio das pessoas que administram e são responsáveis pelo futebol. Ninguém entra na casa de ninguém sem ser convidado. Nós fomos convidados para um projeto no Atlético e, infelizmente, quem administra o clube não teve peito para bancar a contratação mesmo depois de assinado.”

Na sequência, a notificação extrajudicial menciona que “foi ele surpreendido (…) com a notícia de que aludido contrato teria sido rescindido (…) ao argumento de que os torcedores da agremiação não haviam aprovado a contratação do atleta Thiago Neves”.

Leandro Lima revela ainda Sérgio Sette Câmara, presidente do Atlético, não se opôs em enfrentar a resistência do torcedor atleticano.

“Quando indagamos ao presidente Sette Câmara do tamanho do impacto que a contratação do Thiago poderia causar, o presidente foi categórico ao retrucar de imediato que tinha peito e mais de vinte processos contra torcida do Galo. E mais, que era homem suficiente para bancar a contratação. O que aconteceu é que faltou gestão e conhecimento de quem está dentro do clube, que, face a uma enorme pressão, não tiveram força para manter o compromisso assumido”.

Sobre as falas do agente de Thiago Neves, principalmente no que se refere à atuação de Sette Câmara na negociação, a mesma fonte do Atlético indica que há elementos para que o empresário seja alvo de notificação extrajudicial por parte do clube ou do próprio mandatário alvinegro.

Não para por aí. O documento enviado ao clube ainda fala em “expressivo prejuízo de imagem” gerado ao jogador, que “possivelmente tenha, sem qualquer motivo aparente, sofrido a pior e maior pecha de sua longeva carreira: a de ter sido desligado antes mesmo de ter sido oficialmente apresentado à imprensa e à coletividade atleticana”.

A notificação foi enviada no dia 15 (terça-feira) e cobra que o Atlético, em 24h a partir do recebimento do documento, pague os R$ 20 milhões e ainda “venha a público desagravar todo o abalo de ordem moral ao notificante (Thiago Neves)”.

Os advogados do jogador citam que, caso a situação não seja resolvida extrajudicialmente, as medidas judiciais serão tomadas. O documento foi endereçado ao clube, aos cuidados do presidente Sérgio Sette Câmara e do diretor de futebol Alexandre Mattos.

“Juridicamente estamos confiantes porque sempre agimos dentro da lei. Todos os trâmites legais de um processo de contratação de um atleta foram feitos. Após insistência e pressa por parte do Atlético, o pré-contrato, depois de exaustivamente negociado, teve seus termos validados pelo Atlético, sendo assinado pelo Thiago. Inúmeras são as provas indicando a formalização do negócio e aceite da proposta. A partir dessa rescisão quem a propôs, e a ratificou, tem que assumir todo o ônus” – destacou Leandro Lima.