Minas Gerais gerou 8.922 empregos formais em maio de 2026, segundo dados do Novo Caged divulgados nesta terça-feira (30/6) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Todos os cinco grandes grupos de atividades econômicas pesquisadas registraram saldo positivo no estado mineiro no quinto mês do ano. O setor da Agropecuária foi o que mais gerou empregos formais, tendo fechado o mês com saldo positivo de 4.051 vagas. Em seguida aparecem os setores de Serviço (2.689), Construção (1.972), Indústria (187) e Comércio (27).
MUNICÍPIOS – Belo Horizonte foi o município mineiro com maior saldo de empregos formais em maio, com 3.091 novas vagas com carteiras assinadas. Em seguida aparecem as cidades de Betim (1.164), Patrocínio (914), Itabira (575) e Contagem (448).
GÊNERO – No recorte por gênero, as mulheres tiveram maior saldo positivo em maio em Minas Gerais. Levando-se em conta as admissões e os desligamentos, os saldos apontam resultado positivo de 5.964 postos com carteira assinada preenchidos por mulheres e 2.958 vagas em relação aos homens.
FAIXA ETÁRIA E INSTRUÇÃO – No que diz respeito à faixa etária, o maior saldo dos postos gerados em Minas Gerais no período foi de vagas ocupadas por jovens de 18 a 24 anos, que preencheram 6.254 postos formais. Na análise sobre grau de instrução, o maior saldo dos vínculos no estado no quinto mês do ano foi de pessoas com ensino médio completo, que preencheram 8.094 vagas.
NACIONAL – O mercado de trabalho brasileiro gerou 72.960 novos empregos com carteira assinada em maio de 2026. O resultado é fruto de 2,20 milhões de admissões e 2,13 milhões de desligamentos. No acumulado do ano, de janeiro a maio de 2026, o país criou 767.326 novas vagas formais, representando um crescimento de 1,6%. Nos últimos 12 meses, no recorte entre junho de 2025 e maio de 2026, o saldo é de 1.132.820 novos empregos com carteira assinada gerados no país.
GRUPOS ECONÔMICOS – No quinto mês do ano, os cinco grandes grupamentos de atividades econômicas registraram saldos positivos. O setor de Serviços liderou, com a abertura de 45.655 postos. O grupo foi impulsionado principalmente por atividades de Saúde Humana e Serviços Sociais (14.478); Atividades Administrativas e Serviços Complementares (11.413); e de Transporte, Armazenagem e Correio (6.227). Em seguida aparecem os setores da Construção (12.096), da Agropecuária (10.205), da Indústria (4.974) e do Comércio (40).
UNIDADES DA FEDERAÇÃO – Em maio deste ano, 22 das 27 unidades da Federação registraram saldo positivo. Os destaques foram para São Paulo, com 18.224 novos empregos formais, Espírito Santo (9.532) e Rio de Janeiro (9.195). O crescimento proporcional do emprego formal foi liderado pelo Espírito Santo, que registrou variação positiva de 1,02%, seguido pelo Acre, com alta de 0,77%, e o Piauí, que apresentou expansão de 0,53%.
REGIÕES – Quatro das cinco regiões do país apresentaram desempenho positivo na geração de empregos formais em maio. O Sudeste lidera, com 45.873 novos postos, seguido do Nordeste (23.351); Norte (5.061) e Centro-Oeste (2.016). Apenas a região Sul, com -4.109 vagas, apresentou saldo negativo.
GRUPOS POPULACIONAIS – No recorte populacional, as mulheres ocuparam, em maio, a maioria das vagas formais geradas no país. Elas foram responsáveis por um saldo de 51.848 vagas, enquanto os homens fecharam o mês com 21.112 postos de saldo. A faixa etária com maior saldo positivo foi aquela entre 18 anos a 24 anos, com 71.900 postos. No recorte por escolaridade, pessoas com ensino médio completo apresentaram o maior saldo, com 60.509 postos. Na análise por por raça, os maiores saldos foram registrados entre os partdos (63.396), com os pretos tendo fechado o mês com 16.136 de saldo e brancos com 4.461.
SALÁRIOS – O salário médio real de admissão em maio foi de R$ 2.384,10. Em comparação com o mesmo mês do ano anterior, o que desconta mudanças decorrentes da sazonalidade do mês, o salário médio registrou no quinto mês deste ano um aumento de R$ 35,98 (+1,5%). Para os trabalhadores considerados típicos, o salário real de admissão foi de R$ 2.428,13 (1,85% mais elevado que o valor médio), enquanto para os trabalhadores não típicos foi de R$ 2.055,88 (13,77% menor que o valor médio).








